
Suma!
Vire fatia de pizza
Nem adianta me atiçá
Quiçá dar no meu couro
Nem pintada de ouro
Eu quero mais te ver
Tu que era meu tesouro
O melhor é me esquecer
Meu amor…
Peguei eca de você
Criado num momento cretino por G-Shakespear
16 Outubro, 2009 às 9:54 pm (G-Shakespear, poema, poesia, sessão-resgate)
Tags: poema, poesia, rap, pizza, eca, sexo, namorada, tesouro, amor, couro

Suma!
Vire fatia de pizza
Nem adianta me atiçá
Quiçá dar no meu couro
Nem pintada de ouro
Eu quero mais te ver
Tu que era meu tesouro
O melhor é me esquecer
Meu amor…
Peguei eca de você
Criado num momento cretino por G-Shakespear
20 Agosto, 2009 às 8:16 pm (Uncategorized)

Conto do Mangue I
– Desplugue o estabilizador.
O que se seguiu foi uma intensa onda de instabilidade.
Conto do Mangue II
– Sai, que eu já não te quero mais!
– Não.
Pausa.
– Ah, então tá…
Conto do Mangue III
A kombi passava, buzinando e roncando. Ultrapassou o sinal vermelho, atropelou três transeuntes, e caiu de cima da ponte rio-niterói sobre um pequeno barco pesqueiro.
por Pedrim Peroba
12 Agosto, 2009 às 12:26 am (Sombr-1-o, angústia, drogas, sessão-resgate)
Tags: conto, drogas, escravidão, homens-do-pântano, poema, suícidio, utopia

Adora a droga agora
Agoura a dor na hora
Embora a grana fora
Um dólar que grita:
Fora!
Cuspido por Sombr-1-o
6 Agosto, 2009 às 6:35 pm (Lendas do Pântano, sessão-resgate, tandera)
Tags: conto, distopia, futuro, homens-do-pântano, jacarepaguá, lenda, literatura, monstro, pântano, rio-de-janeiro
Em determinado momento a maioria já havia perecido. O céu cor de ocre deixava de ser apenas um delírio tornara-se há muito realidade. O ar rareava, lutavam os pulmões. Tinham sido avisados pelos ouvidos. Ouviram perfeita e claramente um som límpido e cristalino quanto límpido e cristalino pode ser o som. Ouviram e compreenderam as velhas novidades que os cientistas da Organização pregavam. Ouviram e ignoraram. Agora agonizam mutantes embaixo do horizonte plúmbeo.
Adaptaram-se as criaturas. A partir de então moléstias proliferaram-se, deram novo significado à palavra vida. Tão numerosas e diferenciadas entre si eram as espécies de arbovírus que de lá pra cá grassaram livremente pela superfície do planeta que tornou-se impossível distinguir entre a referida vida e seu oposto, a tal da morte. Espécies e subspécies se confudiram, mesclaram e fundiram-se.
O saber sofreu um baque, filósofos debateram o assunto por dezenas de séculos em sua incessante busca. A vida havia sido alterada na sua própria essência. Os que ainda debatiam esta condição o faziam ao lutar pela manutenção da mesma neste surrealista status quo que havia se tornado a vida.
Mantinham-se juntos nos poucos habitáculos que ainda permitiam atividade neurológica de alguma forma. Fora das Cidadelas era praticamente impossível distinguir um reles palmo a sua frente, quanto mais manter sua estrutura molecular intacta.
No início eram duas Cidadelas batizadas geograficamente como Leste e Oeste. Os orientais não mantiveram sua subsistência nos primeiros decênios do século $#&% e desapareceu todo o lado leste. Ironicamente, contam as lendas, que as palafitas afundaram num mar de enxofre.
Subsiste ainda a Cidadela Oeste.
Tandera, abrindo os portais do Pântano

22 Julho, 2009 às 8:03 pm (Stream-of-consciousness, angústia, drogas)
Tags: comunicação, novidades, utopia

No caminho do desbravamento, achamos o mal e o tormento. Da borda da caravela avistamos que a nave vai, todavia apenas o mais esperto pode decretar: Sim, podemos ver a luz no fim do túnel. Um lampejo, uma visão dum futuro mais límpido. Não, só temos trevas. Temo que tementes à um besta deus continuemos assim nesse caminho sem fim. Pendurados na amurada, observando enquanto as nuvens se reposicionam apenas sonhando.
No balanço de cada cumulos-nimbus ficamos imbuídos de obedecer a um abecedário sem pé nem cabeça. Uma ensebação completa. Ao invés de mirarmos o navio a ser abordado, como bons piratas psiquícos que somos, não, como tontas bestas ficamos a rodar, a rodar, a rodar, qual escaravelho on acid.
Depois de muito pensar cabisbaixo. Levanto-me, peço um abraço. Tenho tanto apreço pelo que é mesmo. Pelo que vale o quanto pesa, pela verdade bendita. Por todas as maldições sinceras que já roguei. Tudo isso na minha balança. Contrapesos a parte, este quilo de minha própria carne continua a ser fatiado. Dioturnamente ofereço-te um naco de meu próprio bife.
15 Julho, 2009 às 5:42 pm (angústia, homens-do-pântano, música, poema, poesia, rap, rock, show)
Tags: angústia, brasil, brazil, homens-do-pântano, poema, poesia, pop, rio-de-janeiro, show, suícidio, utopia

Feliz é o burro
Que não sabe o que é bom
Feliz é o novo
Que não vive o que é ruim
Feliz não existe
Só existe ser triste
Fiel à infelicidade
meu dedo em riste
8 Julho, 2009 às 6:33 pm (rap, rock, show, video)
Tags: brasil, brazil, hip-hop, indie, live performance, música, music, rap, rock, show, video, youtube
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