No navio

Warship_2

No caminho do desbravamento, achamos o mal e o tormento. Da borda da caravela avistamos que a nave vai, todavia apenas o mais esperto pode decretar: Sim, podemos ver a luz no fim do túnel. Um lampejo, uma visão dum futuro mais límpido. Não, só temos trevas. Temo que tementes à um besta deus continuemos assim nesse caminho sem fim. Pendurados na amurada, observando enquanto as nuvens se reposicionam apenas sonhando.

No balanço de cada cumulos-nimbus ficamos imbuídos de obedecer a um abecedário sem pé nem cabeça. Uma ensebação completa. Ao invés de mirarmos o navio a ser abordado, como bons piratas psiquícos que somos, não, como tontas bestas ficamos a rodar, a rodar, a rodar, qual escaravelho on acid.

Depois de muito pensar cabisbaixo. Levanto-me, peço um abraço. Tenho tanto apreço pelo que é mesmo. Pelo que vale o quanto pesa, pela verdade bendita. Por todas as maldições sinceras que já roguei. Tudo isso na minha balança. Contrapesos a parte, este quilo de minha própria carne continua a ser fatiado. Dioturnamente ofereço-te um naco de meu próprio bife.

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