Louvor do louco sabor

Quando soltas as feras as mazelas se

plurrisignificam. Aumentam na mesma medida que os

matos crescem. Flores fenescem. São verdes

diferentes que se imiscuem, misturam-se com liláses

lustrosos, com lagartos complexos. Monstros

desformes avisam que o estranho é assim mesmo.

Mostro que a morte é um elo eloquente da montanha

russa da vida. Discordo de quem concorda comigo, já

roí essa corda amigo. Leve de volta esse vento roxo

que está batendo aqui. Engarrafe essa paixão

prolixa pelo diferente. Seja um pouco mais demente.

Detenha toda essa gente que teima em caminhar pelo

caminho errado. Este trajeto da oligofrenia, da

tentação totali-otária. Todos os meses eu meço o

meio. O recheio sempre é o lado certo. O que vem de

dentro da mandala enlouquecida é o fênix. Cada

utopia perdida na pereferia quente da mente ao

alcance de cada um. Amarelos recobrem o caminho de

cobre, cada tijolinho colocado representa o inverso

do que você está pensando. Como é que conseguimos

fazer isso assim. Queremos ser mastim, queremos ser

martim-pescador. Pescamos mortes, ignotas vidas

mortas, secas ou molhadas, retas ou tortas. Apenas

vidas remotas, retalhos de um passado esquecido. Um

presente fudido que deixa de existir quando não

bate mais um coração.

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5 comentários em “Louvor do louco sabor

  1. Frases sentidas.
    Quando o coração deixa de bater, não se deixa de existir. Fica tudo o que fomos, o que sentimos, o que desejámos.
    Gostei.

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