O sacrifício do sapo

surge o sábio sapo
urge que saiba que
o tal batráquio
pobre anfíbio ainda anseia
uma ânsia de ser sapo
e não ser sopa
nem ser saco

A vida no mundo do sapo segue a sua própria lógica e sofre transmutações frequentes, seus próprios eus vivem realidades paralelas.

as maiores maluquices que a mente pode conceber
dever ser diariamente alimentadas
ao deslocar seus se os neurônios se de-loucam-se
em vez fumaça enfuma furando só os olhos que nâo veem
o mundo se mexendo sozinho zé
as cinzas sendo sensorialmente espalhadas
na floresta numa comunhão bonito-patética
na contramão da estética
sendo o sonho de ser só sapo
uma opção dialética
filosofo crocodilianamente
turbino com meu rabo cascudo
sai de cima papudo
tenho as mãos de veludo
roubo – sou um mentalbandido
velhos voltam na velocidade que os iludo
trago o antigo mito do fato novo
de novo tu pede socorro
eu corro
no escuro
é sempre foda
nessa hora
é sempre foda
empata-foda
empena roda
coda

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