Fazendo um poema

Parando pendurado no paradoxo
amasso essa linha derretida
um paco de ilusão eu mesmo anexo
e trago bem guardada e fornida
as vidas são palavras desnutridas
os outros os palhaços fazem rir
eu choro quando todos eles sonham
enquanto vivo e vejo
na nave espacial da própria mente
desligo os botões de ser normal
estou amarrado
preciso sair daqui
por favor você que está lendo isso aí
venha aqui me salvar
afogar devagar mevou
vou
sou o susto dos botões apertados
sou a cinza dos cigarros já fumados
honestamente nesta aventura funesta
encontro-me perdido na floresta
sou um rato sujo velho que não presta
a vida sem sentido é o que me resta
agora temos só uma saída
um raio elétrico que sai da minha mão
pensado em minha mente
transmitido pro universo
irá me salvar agora
num pulo deixo a nave espacial
a morte é a resposta natural
no próximo capítulo virão agitadas
muitas emoções

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