Dependência

Detesto depender de algo, de forma que esse início que depende das letras. Já começamos errado. Dependendo do rumo que toma a prosa, saímos de banda e ficamos no canto. Atirados a córner como uma bola ameaçadora, como se o córner pudesse evitar seu novo vôo perdido. No escanteio todo zagueiro é bandido. Escolhe um na hora do perigo.

Nunca veremos a própria nuca

Nunca

Cabe a cada um desmiolar-se no momento melhor, no sentimento mágico que percorre os dedos, uma mesura, um segredo se insurge como uma boca que ruge. Uma onça grunge. Urge um  que paradoxo surge. Fomento o pacífico detento, aprisionado a contento, sabe o sabor do unguento. Cala-se. É apenas um susto.  Como recuperar-se?

Interrogações pululam.  Multiplicam-se. São mais que uma, duas, andam por aí como ratos saídos de esgotos bem fornidos. Cinzentos gordos e com pelos gordurosos. São charmosos pois trazem a tona a verdade incomum. Nada poderá dar certo enquanto o homem estiver no comando.

Sei que eu sou bem gostoso. Alimento fedorento, uma carniça interessante. Mais glosado itinerante uma rima incessante. Sou safado beligerante, como um livro na estante que alucina, traz a tona uma batida bem bem louca bem saída duma soma de paradoxos calmantes. Drogas venenosas drogas bocas de répteis salientes salivas quentes daquelas que deixam dormentes.Dormirás hoje diferente, eu sei como é que os cachorros sonham. Mexem as pernas loucamente, latem um latido miúdo. Lá do sonho veêm tudo.

É estranho ser mudo.

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