Kid K-Feýna.

Kid K-Feýna é um sujeito simples. Simplesmente amargo.
Ligado por natureza, ( Pela natureza das substâncias encontradas no café ).

Quando não está tenso, está puto.

Se relaxa, corre para aplicar uma dose do preto na nuca, afim de
reanimar os neurônios já abalados por um outro preto e de
transportá-lo para a “realidade”.

Diz a lenda que ele foi inseminado, gerado e parido em baixo de
um pé de café que já não dava mais frutos.
Quando criança, se revoltava sempre que ia brincar com os mais
velhos. Se alguém caísse na besteira de falar que ele era café com
leite,ele saia gritando como um louco:

– Leite não!! leite não !!

Sempre que se sente acoado, a coisa ferve.

Na adolescência, se escondia no telhado da fazenda para poder “torrar”
seus pensamentos em paz , e, por ficar lá em cima por muito tempo,
se tornou esse casca grossa.

Após atingir a maior idade, foi recrutado pelos hdp para abrir o olho
daqueles que estão dormindo e tornar o clima um pouco mais tenso.

Postado após mandar o preto por Kid K-Feýna.

Vazamento Vulnerabilidade Vida Ameaçada

vazamento muito maior, em TODOS os desastres ambientais a mentira chega antes,realidade é sempre bem pior, quem limpa aquela parada?
#chevron #petrobras #petroleo #vazamento #poço #ecologia #baleias #golfinhos #vulnerabilidade

Maldito

beyond the imagination

maldito maldito cortador de pescoços
conta os ossos sua a bicas tem uns troços
esquisitos
são bonitos
púrpuras
carrega em sua mala
brilham
como césio 137
serão mágicas
pergaminhos empoeirados
vejo os em todos os lados
estão aqui e estão ali
será só a paranóia
ou eles vem me divertir?
Qu’est-ce que c’est? mon ami
Qu’est-ce que c’est? mon ami

Fronteira

Essa história se passa numa inóspita fronteira. Não se sabe se entre o sonho e a realidade ou se apenas um fronteira entre dois reinos longínquos, imaginários e esquecidos. O sol causticante a todos castigava já no alvorecer. Era sabido naquela região de montanhas desérticas o ar rarefeito e o calor demoníaco eram dois adversários a mais na luta pela sobrevivência. Nas últimas décadas as temperaturas todavia estavam cada vez mais escorchantes.

Os dois moribundos irmãos vinham cambaleando nervosos pela íngreme e pedregosa estradinha que levava ao cume. Esgueirando-se entre os precipícios sentiram os primeiros raios solares que espantavam a madrugada, o céu em tons de púrpura e âmbar anunciava o fim da noite companheira, que os ajudara a passarem despercebidos até ali.

Noodlot, o mais velho e Kohtalo, o caçula, chegaram até o topo da montanha. Vestiam trapos impregnados pelas agruras e tons do deserto cor de açafrão, mendigos amarelados, cheios de areia por todos os poros. Extenuados, vislumbraram ao fim de uma caminhada de cinquenta passos um posto de fronteira encravado entre as cordilheiras gêmeas.

reinos desérticos

Um posto precário, construído com paliçadas de madeira e um campanário de pedra-sabão, habitado por seis ou sete guardas, um posto como outro qualquer com a diferença de estar localizado no meio do nada no alto das montanhas alaranjadas. Via se pouco da construção, envolta numa espessa massa de nuvens.

Kohtalo, o irmão mais novo sabe que o rosto de Noodlot é o procurado – é ele é o notório criminoso nos reinos desérticos. Foi ele que teve a coragem de ir contra os desígnios do destino que impediam os desejos do indivíduo de existirem livremente naquelas terras. Foi que ele que protestou, advogou pelo uso livre da mandrágora, fora por isso condenado à forca, havia fugido e agora buscava refúgio atravessando escondido todos os reinos desérticos numa busca frenética por um oceano utópico, que talvez nem ali estivesse, talvez nem existisse, onde ele poderia fugir para um outro continente, onde fosse apenas um desconhecido.

Noodlot & Kohtalo

Kohtalo sussurra – Abaixe a cabeça irmão, esconda seu rosto e simule um aleijão. Claudicando, Noodlot passa ombreado por Kohtalo, atravessam o portão cor de abóbora, são ignorados pelos sentinelas e conseguem atravessar pelo outro portão. Um despenhadeiro gigantesco irrompe majestoso como uma estrada sem fim. Descer por entre essas escarpas é alentar contra a própria existência

Noodlot veste botas não apropriadas para aquela descida estreita que alterna pedras vermelhas pontiagudas e areia finíssima amarelo-mostarda. Tropeça na descida, cai alquebrado dentro de uma vala lateral e suplica a Kohtalo. – Uma fumegada, irmão Kohtalo, a mandrágora me chama.

Mandragora_Tacuinum_Sanitatis

Kohtalo retira um pouco da planta macerada de seu alforje ocre, prepara o recipiente e fumam a mandrágora. Noodlot sentado na vala, Kohtalo acocorado nos píncaros da estradilha. Sabem do seu vício, lamentam que ele tenha que ser sanado naquele momento. Conhecem os benefícios do vegetal e sabem também que é ele o culpado por estarem naquela situação periclitante.

Noodlot inebriado pela epifania da mandrágora observa calmamente o solapamento dos sentidos, de soslaio observa acima de seu ombro esquerdo a descida vertiginosa, aparentemente descontrolada de dois cavalos envoltos numa nuvem de poeira, alguns nanosegundos depois percebe que não são dois mais cinco equinos cavalgando furiosamente pela estrada.

O surdo Kohtalo não percebeu quando a carroça descontrolada carregada de toras de madeira passou por cima dele, pelos cascos do cavalo, num toque hediondo, velocíssimo, ao passar do primeiro animal, foi imediatamente lançado precipício abaixo. Impedido de balbuciar o mínimo som, Noodlot apenas fechou os olhos e dormiu.

A cor do cheiro

a cor do cheiro dessa palavra

inebria-nos constantemente

sinto o odor da larva

que pulsa nascendo urgente

ela diz a verdade

que cabe em um poema

super grilous family

outros poemastem outras verdades

ela diz que somos estrelas

no céu;grãos

de areia

peças pequenas

no multiverso


veja só você


o inverso d´eu

é tu que somos todos

os gafanhotos golfando

as maçanetas de madeira morta

vasta floresta ombrando deus

deus obra sua deusdade sendo eu

dobrem-se impunes

não estão imunes

ao ódio meu

Pitangus sulphuratus

A Elisão do Concreto

 

a luz do som está aqui oprimida

Viciado na roda gigante da elipse imaginária, todas as verdades ficam reféns das palavras que contestam a ilusão da mentira. Na elisão do concreto o certo fica quebrado, tijolo rachado, poeticamente inválido. Como quando que eu te perguntei ontem, de peso dois e depois domestiquei as virtudes a as vertigens associadas a este ato. Dominar o indominável inominável é o ato do diabo verdadeirmante pomposo e orgulhoso. Dez dracmas compram apenas dez alqueires de terras arrasadas. Arrastam todas as corjas para as direções erradas. Gritos numa tarde abafada. Afobada uma didática e cândida ata de reunião pode ser um salto em determinada questão. Sou claro, conciso e conto com sua colaoração no intento de confundir cordialmente. È do coração, da alma essa canção. Censurar contrárias correntes com inominada animação. Sem noção. Rimas ricas riscam rapidamente os ratos, raios quebram, deselançam os seus sapatos. Não adianta grite proteste berre na sua própria nuca, no pescoço que só vê pra um lado mora um certo filho da puta. Sacou? saco plástico junto da garrafa, móveis, do rico e do pobre cocô, lesa tudo lesa a margem, entope o fundo, pequena lâmina preta. Confunde-nos, acham-nos apenas estetas, sabem pouco dessas tretas desses lados cá que estamos. Todos os anos sabemos que que a elisão do concreto se esfarela. Esfuma-se, como bolas de sabão, como belas cintilantes luzes piscam em neon. Ai que bom – promoção! Compre um, leve mil, esta ponte já peeeertiu.

Velho Louco Surdo

na quinta dimensão, batalham monstros de lama verde

 

A Charada

A não ser por pequenas diferenças de formulação, a charada abaixo é idêntica àquela encontrada no papiro de Rhind, um rolo de pergaminho egípcio contendo tabelas matemáticas e problemas, copiados pelo escriba Ahmes em torno de 1.650 a.C.

– Quando estava indo para o Pântano, encontrei um homem com sete cds. Cada cd possuía sete músicas, em cada música havia sete estrofes. Cada estrofe tinha sete versos. Se contarmos os versos, as estrofes, as músicas e os cds quantos estavam indo para Pântano?

Informações adicionais para a solução.

Um disco de policarbonato tem 1.2mm de espessura, 12cm de diâmetro e 16g de peso com uma superfície refletora, na qual o laser e refletido.

Já o adesivo flexível e transparente especial para proteger a superfície após a impressão com jato de tinta deve ser aplicado sobre o cd depois de colocado a etiqueta. Ou impresso, protegendo a impressão do cd, assim, o adesivo passa a idéia de estar plastificado.

Você saberia responder esta charada?

Devianix III