O Começo do Fim do mundo – videoclipe

Um sentimento estranho…acho que…

Videoclipe da canção O Começo do Fim do Mundo
Direção: Cavi Borges
Edição e Fotografia: Daniel Ribeiro

E aqui o wav para tu baixar e ouvir

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É pela pele

É pela pele

que afloram meus defeitos

pus quer sair pela pele

perebas, pústulas, caspa

defeitos intermitentes

pare

palavras novas

trazem dores antigas

palavras livres

loucas vidas

vivas

veja

as

aqui

numa piscina de fracassomaníacos nado contente

fixados em distorcer, estão distorcendo

o tempo

desafiando em ritmo lento

as amarraduras do status-quo

doenças aproximam-se

instala o alcoolismo, a compulsividade,

a loquacidade frenética do nada dizer

a velhice contumaz

o destino do jovem sucesso alheio, a dúvida e a culpa

o nada, os objetivos e tudo o que nos rodeia

quantas palavras dissociadas de significado

fermentam como cerveja, carburam, transformam-se

compostagem cerebral

saindo fora do normal

é assim o genial?

quantos mais acontece, menos eu sei

vou (vamos) desdeusizando tudo quanto podemos

quem saca a mensagem já volta correndo

pelo caminho do mundo ao-contrário

dos tijolos roxos que voam

saltitamos pedra a pedra

em direção a uma nuvem gasosa

um buraco transdimensional etéreo

la é o fim

que bom que chegou a hora de morrer


A tragédia final

Eu sinto que a tragédia final se aproxima rapidamente. Será lenta e constante. Não irromperá fulminante como um raio. Virá devagar mas virá logo. Um arbovírus violento dizimará dezenas, centenas, milhares. O grande problema da humanidade é achar que tem imunidade as suas próprias irresponsabilidades.  Já dizia o sábio István Mészáros, filósofo húngaro: “A ideia de crescimento eterno continua a ser a mitologia do nosso tempo.”

Tenho as certezas porque eu sou deus, não adianta se irritar com as barbaridades aqui cometidas. Essa certeza ignóbil e arrogante que arroto é sincera. Nossa divindade é apenas a consequência da lógica ilógica do planeta terra. A vida é um milagre terno, um milagre terreno. Nossa tênue existência está fadada ao fracasso mas é mágica. Nesse paradoxo intenso vivemos equilibrados como Zaratustra nas primeiras páginas de sua saga.

A simplicidade da morte é o símbolo maior de nossa estada aqui. Como sou superior porém igual a vocês, nem sempre consigo me fazer compreender. Demonizo os arautos religiosos pois eles não apresentam nenhuma capacidade de religar ninguém a nada. Apenas um controle asqueroso, uma manipulação barata. Aqui não violão.

Somos muitos e não paramos nem um minuto de modificar este reles planetinha. O capitalismo é a mais competente máquina de eficiência que já criamos. Dá conforto e gera destruição, meritocratiza tudo e todos e relega os párias a mendicidade. É fantástico enquanto poderosa bomba atômica. Na dialética tensa de sua loucura crescente muitas vezes me pego perguntando. Para quê tudo isso?

Não tente nos igualar pois é na diferença que crescemos, não tente diferenciar-nos pois é na igualdade que grassamos por esse mar de lama. Com a boca cheia de formigas, mastigamos pequenos insetos e nos perguntamos: Alimentamo-nos da morte alheia…Irei eu pro céu ou pro beleléu?

Quando sou parte desta engrenagem maldita que gera tanto sangue, sigo como autômato sacando macetes de inteligência competitiva. Mascarando espionagem funesta que perscruta os caminhos mais diversos na hora de sacar na boca oca do caixa automático. Dólares, dinares, débeis mentais movidos a moedas. Dinheiro desce a ladeira mas não responde pergunta.

O primeiro cadáver seguirá fedendo na sarjeta esquecido como um animal morto. Os animais estão dando o aviso. Feridos eles são os esquecidos, todavia como verdadeiros donos do pedaço vivem a nos mostrar que estamos no caminho errado. Não tá escutando cara? Não consegue ouvir o grito dos jacarés tendo seu couro arrancado, as capivaras alvejadas a tiro, os colhereiros com suas penas desbotadas, os gambás mutilados pelos pneus carecas reprovados em vistorias babacas. Não tá vendo? Tu tá cego cara? Não quer ver né.

Sem problemas, breve o próximo verme putrefacto andará sorridente por sua carne podre. Mordiscará as bordas suculentas de seu crânio limpo de pensamentos. Beliscará cada pedacinho de pele pendente de suas feridas abertas. Estas chagas latentes não te ensinarão nada pois você estará morto, falecido por um vírus desconhecido lascinante, capaz de apodrecer suas vísceras em três dias.

Tontura Piração Paraíso

vamos navio navegaí vazio

A piração junto com a mania
cria o mal estar e a fobia;
o desvio dá arrepio
e a certeza de ter escolhido certo
o caminho errado
quando o destino menino veneno
vira só o duodeno –
o apelo é a sequela
não inventa, se assemelha
está sempre a procura da centelha
incendeia, na candura da serpente que alheia
morde a nuca de todo aquele pretendente
a ser algo a ser mais do que só gente.

Cabeça quente

Este sol arguto
faz bonito
esquenta o maldito asfalto
frita olhos num piscar de ovos.

bananarama que pressão!

Na esplendidura beleza do fazer letrístico contemplo a maravilhosa ultraquente máquina perempetória lampejante cuspidora de verdades que deve ser sua cabeça. como a minha com molho, como devagar mordo os pedaços e morro, é aí que vivo mesmo, quando morro estou vivo-bem.

Na angústia da prisão maldita
viveremos eternos no tédio enfumaçado
no desgosto da esgoto ardiloso
sobe a fumaça que cega o futuro.

postado por Barbazul

Jogos Justin Bieber no Orkut

just in bee beer

Flanando estive aqui e vi apenas listas velhas,

quero lustradas frases novas brilhantes daquelas faiscantes fascinantes.

Livros mortos na estante; bastam-me os meus,

num fluxo maluco foi o que deu

pracuspir aqui,

valeu.

Neste espaço descubro gênios

que minha parca ignorância ignorava.

Retrocedo mansamente, ajoelho sob seus pés e,

agredeço a graça ofertada

ó divina provedora cultural.

um gole de galinha

Certo que a parafernália aponta uma direção

dormito no ponto em que deveria acordar,

tropeço no sujo que suja o chão,

permito que apenas um olhar seja um olhar,

cada causa diferente ou decadente

saiba que sabemos sempre

como o sopro vai soprar.

Cuidado com a lama,

você pode escorregar.

mas tão pouco sabemos

tanto achamos saber,

será que ao morrer

melhores seremos

do que antes?

estranho man estranho

A cor do cheiro

a cor do cheiro dessa palavra

inebria-nos constantemente

sinto o odor da larva

que pulsa nascendo urgente

ela diz a verdade

que cabe em um poema

super grilous family

outros poemastem outras verdades

ela diz que somos estrelas

no céu;grãos

de areia

peças pequenas

no multiverso


veja só você


o inverso d´eu

é tu que somos todos

os gafanhotos golfando

as maçanetas de madeira morta

vasta floresta ombrando deus

deus obra sua deusdade sendo eu

dobrem-se impunes

não estão imunes

ao ódio meu

Pitangus sulphuratus

Lamento lambido

Sinto o cheiro do azul decorado
todas as estrelas brilhantes que brilham ao meu lado
saltitam em meu ouvido caro amigo
sou bandido das palavras
grou chinês antigo
um perigo

trago a sabedoria duvidosa
a beleza na formosa via errada
moderno é gay esquisito com cabelo colorido,
meu nome é van gosling eu sou bonito
vim das colinas mais distantes
nas mãos os diamantes
daqueles que controlam mentes
trago o suco da morte
tem a cor da sua alma
que o sabor mais forte
do marrom mais fosco mais cinzento
espalhado pelo chão no crime violento
não é nada mais não é nada não é máfia
não é nada que é normal que é legal ou ilegal
livre favelização da gás para as máfias
mentiras delícias milícias malícias

quanta maledicência grudada caro poeta
seicentas tranqueiras numa fedorenta buceta
entendo bem este nobre vil sentimento de amargor

travor na língua, aguá verde abacate gatorade verde-limão
cianobactérias proliferam-se na minha língua
como crocodilos pulam das pupilas gustativas
amarga tentantiva de ser morta e ser viva
no pântano na sombra vivo a via destemida

certo dia solitário
estudo o eu obtuso
e descubro que o eu verdadeiro
é maior
é melhor
entendo o ontem, o hoje e principalmente
que o amanhã não existe

maldita insatisfação
bendita indagação
na mesma onda
sempre surfarás
mas o mar sempre
será outro

vida, ó vida vadia
bandida, bendita vida
vi através da vitrine
a alma vazia
que passava
vi o vasto mundo
não a importunava
sê livre mané
só isso

poeta imperfeito
o futuro não existe
foda-se se ele é triste
não faça desfeita
desse vez se enjeita
seja deusa ou dona ou dama
seja mais do que a palavra
saiba que o passado é ilusão
pobres planos,são
migalhas na poeira
do infinito
o presente é mais bonito
saiba disso
tenho dito

pela primeira vez editado, Van Gosling cospe forte

Ressaca

Quando Netuno se irrita, ele atiça o oceano

cospe vagalhões infinitos, faz das ondas brinquedos

sou a onda, a mera força física que as atira na enseada

sou vontade do irascível netuno

de cada grão-de-areia sou uno

na ressaca infinita

sou a morte na areia bem dura

que alimenta o urubu faminto

jaz defunto moribundo pinguim

na espuma vazia sou  a vida

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Grito gasto que refuta tudo

bigua_02

Sou capaz de escrever sem parar, sem pensar em relutar.  Mesmo com as rimas que me perseguem não desisto de lutar.  Mesmo com a mão deformada posso transar com a madrugada. Fumo a fumaça malfadada. 38, 22, 45, tiro de escopeta na face, na fuça dos caretas. Todo mundo deveria se drogar pq assim fica menos vulgar.

Respira-se o ar, suspira caso haja amor. Veja bem que horror, a vida é dor. A vida é calor, é alma sem cor, incolor nem tanto indolor. Este é um poema que já existiu, já acendi este pavio. Será que explodirá como uma bomba atômica.  Rá, rá, rá, Chernobil é um barril de câncer, é o fraco pedindo perdão.

Olha bem pro seu Deus e pergunta a ele, pq o autor não vê Deus, eu vejo as energias. Pronto, fundamentalmente consegui traduzir o pensamento catártico. Eu vejo Deus, não o seu Deus. Eu vejo, eu sinto a energia pulsante, sinto a chama oscilante, vejo na morte presente um átimo distante, vejo sim.

Você pode não acreditar mas eu estou em controle absoluto. Alimento-me das diferentes energias. Jogo o jogo das almas penadas por prazer. Apenas pelo prazer de fazer malabarismos com a energia pura.

Lívida, lépida, fagueira, os pulsares se acumulam como fachos de luz intensa, são fortes, são a presença nada divina. Não existe nada superior que nos comanda. Somos peças fora do lugar, todavia não somos marionetes. A não ser que você deixe o sistema energético dominar-te. Fuja do controle mas saiba que é difícil controlar tanta energia.

Você pode morrer, desfalecer, caso não tenha habilidade.

Postado por Van Gosling