As aventuras na Cidadela Oeste – Ouça e baixe

As Aventuras na Cidadela Oeste é o passeio onírico que os Homens do Pântano propõem a você. Uma viagem musical por um mundo apocaliptico situado em alguma dimensão entre o passado e o futuro. Camadas de guitarras setentistas, linhas de baixo com um pé no reggae, rap irônico e incisivo em cima de bases grooveadas temperadas com um cavaquinho psicodélico. Coloque no volume máximo e curta o som!

Vazamento Vulnerabilidade Vida Ameaçada

vazamento muito maior, em TODOS os desastres ambientais a mentira chega antes,realidade é sempre bem pior, quem limpa aquela parada?
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Abrindo os portões do futuro

Temos visto coisas estranhíssimas nos últimos dias. Vocês se lá estivessem não acreditaram. Todos que aqui visitam tem noção que na verdade não estamos aqui, não é mesmo? Pois é. Nesta nossa saga infinita para conseguirmos sair do pântano psico-poluidor que nos aprisiona, volta e meia conseguimos através de uma nesga enxergar traços da ignóbil realidade.

Mas aí perguntamos a nós mesmos. Será melhor viver assim na ilusão? Não sabemos. Recentemente recebemos a visita de Dundes, Fadas e Gnomos. Pequenos seres que convivem conosco normalmente aqui no limbo interdimensional que habitamos. Cansados de tanta mazela vemos através do espelho mágico que o futuro se imuscui com o passado e nada nunca muda.

Tentamos mudar nosso caminho mas prosseguimos na caminhada. Estamos constantemente tentando sair daqui para dar os recados que nos foram passados pelos nobres pequenos seres mágicos. A Mãe-Natureza que vive aqui no nosso colo, numa espécie de altar pára-religioso, misto de estátua e ser etéreo, ela cansa de nos deixar mensagens cifradas sobre como devemos proceder no caso de conseguirmos alcançar algum tipo de passagem.

Diz ela: Rapazes, caso vocês consigam abrir os famigerados portões, seja eles os de Zion ou outros quaisquer, devem estar preparados para a ignorância. O ser humano lá fora acha que é o dono do universo e o senhor do planeta. Mas ele é frágil e sabe muito pouco meus filhos. Por isso mando meus pequenos servos lhes avisar. O futuro não existirá a não ser que nós queiramos.



A tragédia final

Eu sinto que a tragédia final se aproxima rapidamente. Será lenta e constante. Não irromperá fulminante como um raio. Virá devagar mas virá logo. Um arbovírus violento dizimará dezenas, centenas, milhares. O grande problema da humanidade é achar que tem imunidade as suas próprias irresponsabilidades.  Já dizia o sábio István Mészáros, filósofo húngaro: “A ideia de crescimento eterno continua a ser a mitologia do nosso tempo.”

Tenho as certezas porque eu sou deus, não adianta se irritar com as barbaridades aqui cometidas. Essa certeza ignóbil e arrogante que arroto é sincera. Nossa divindade é apenas a consequência da lógica ilógica do planeta terra. A vida é um milagre terno, um milagre terreno. Nossa tênue existência está fadada ao fracasso mas é mágica. Nesse paradoxo intenso vivemos equilibrados como Zaratustra nas primeiras páginas de sua saga.

A simplicidade da morte é o símbolo maior de nossa estada aqui. Como sou superior porém igual a vocês, nem sempre consigo me fazer compreender. Demonizo os arautos religiosos pois eles não apresentam nenhuma capacidade de religar ninguém a nada. Apenas um controle asqueroso, uma manipulação barata. Aqui não violão.

Somos muitos e não paramos nem um minuto de modificar este reles planetinha. O capitalismo é a mais competente máquina de eficiência que já criamos. Dá conforto e gera destruição, meritocratiza tudo e todos e relega os párias a mendicidade. É fantástico enquanto poderosa bomba atômica. Na dialética tensa de sua loucura crescente muitas vezes me pego perguntando. Para quê tudo isso?

Não tente nos igualar pois é na diferença que crescemos, não tente diferenciar-nos pois é na igualdade que grassamos por esse mar de lama. Com a boca cheia de formigas, mastigamos pequenos insetos e nos perguntamos: Alimentamo-nos da morte alheia…Irei eu pro céu ou pro beleléu?

Quando sou parte desta engrenagem maldita que gera tanto sangue, sigo como autômato sacando macetes de inteligência competitiva. Mascarando espionagem funesta que perscruta os caminhos mais diversos na hora de sacar na boca oca do caixa automático. Dólares, dinares, débeis mentais movidos a moedas. Dinheiro desce a ladeira mas não responde pergunta.

O primeiro cadáver seguirá fedendo na sarjeta esquecido como um animal morto. Os animais estão dando o aviso. Feridos eles são os esquecidos, todavia como verdadeiros donos do pedaço vivem a nos mostrar que estamos no caminho errado. Não tá escutando cara? Não consegue ouvir o grito dos jacarés tendo seu couro arrancado, as capivaras alvejadas a tiro, os colhereiros com suas penas desbotadas, os gambás mutilados pelos pneus carecas reprovados em vistorias babacas. Não tá vendo? Tu tá cego cara? Não quer ver né.

Sem problemas, breve o próximo verme putrefacto andará sorridente por sua carne podre. Mordiscará as bordas suculentas de seu crânio limpo de pensamentos. Beliscará cada pedacinho de pele pendente de suas feridas abertas. Estas chagas latentes não te ensinarão nada pois você estará morto, falecido por um vírus desconhecido lascinante, capaz de apodrecer suas vísceras em três dias.

Cry for nature

There´s no need to understand life

Just live it

As long as you´re alive

It´s a blessing

From a God that does not exist

In your mind there´s a void

In your soul there´s no joy

Why live like that?

While forests are being torn down

Lakes are getting dry

Humans are to blame

Animals have no name

They just are

We rate beyond them

We play a dirty game

No one should complain

No one should demand

Let the music take your mind

Como assim? melhor que Alice no país das maravilhas, os pantanosos saem de dentro de espelhos e tentam mudar as realidade bizarras. Este mundo real está muito plástico, por isso a partir de agora vamos ficar somente dentro dos espelhos.

Para cada vidro quebrado um de nós se transformará em reflexo. Para cada caco de vidro, um corte será feito num pulso recalcitrante.

Se você não acha que isso é importante. Puxe um livro da estante. Leia sobre a poluição maldita. Sobre o fracasso da raça humana. O humano é a praga da terra e sinceramente muitas vezes perguntamos o que estamos fazendo aqui.

Comendo caqui? Fica com cica na boca. Seque o sapo da lagoa. Morrerá como jacaré faminto que apenas quer viver. Procurará como Capivara distinta que quer apenas uma casa. Mais o ser humano é o pior. Apenas um, apenas um homem pode matar mais de mil animais só com seu olhar assassino.

Pântano

Onde nascemos nós os mutantes
É o pântano pleno de água abundante
Charco plano cheio de vida
Mangue molhado da morte sofrida
Entulho atolado enlameado
Vapores sulforosos sobem rumo ao céu almiscarado
Pantanal, Paraguai, Manguetown
Para com isso pantaneiro
Inundação aqui no meu terreiro
do Brejo um beijo
lamaçal
Podre é o nosso poder
Nada aqui nunca resseca
Sapo, rã, jacaré, perereca
Maguari, socó, biguá já tá careca
Capivara, anta, onça
Todos juntos na mesma dança
Lá na casa do gambá
Vamos todos festejar
Aqui no pântano é o que há
Sabe lá se o sabiá sabia assoviar
Ele veio pra contar
É o must
ser lacustre
Vamos todos se afogar
Um gostinho desse lodo
Some partes mais que o todo

http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A2ntano

http://desciclo.pedia.ws/wiki/P%C3%A2ntano

Maldito

beyond the imagination

maldito maldito cortador de pescoços
conta os ossos sua a bicas tem uns troços
esquisitos
são bonitos
púrpuras
carrega em sua mala
brilham
como césio 137
serão mágicas
pergaminhos empoeirados
vejo os em todos os lados
estão aqui e estão ali
será só a paranóia
ou eles vem me divertir?
Qu’est-ce que c’est? mon ami
Qu’est-ce que c’est? mon ami

Cabeça quente

Este sol arguto
faz bonito
esquenta o maldito asfalto
frita olhos num piscar de ovos.

bananarama que pressão!

Na esplendidura beleza do fazer letrístico contemplo a maravilhosa ultraquente máquina perempetória lampejante cuspidora de verdades que deve ser sua cabeça. como a minha com molho, como devagar mordo os pedaços e morro, é aí que vivo mesmo, quando morro estou vivo-bem.

Na angústia da prisão maldita
viveremos eternos no tédio enfumaçado
no desgosto da esgoto ardiloso
sobe a fumaça que cega o futuro.

postado por Barbazul