Desligando as conexões

Van Gosling pediu para que eu viesse aqui para contar uma coisa para vocês. A morte é fútil, nada mais é do que apenas um traço. A própria vida inexiste, apenas no pensamento dos livros não lidos, das páginas não escritas. De cada capítulo de sua vida, guardas um mágoa diferente. Na floresta das ilusões temos a impressão de que caem folhas que emanam um maná poderoso.

Um líquido divino que daria a juventude tenra, terna e eterna para cada um de nós. Será que isso realmente acontece. Alimente-se de sementes, alivie-se frente a frente com a fronte seca. Seque apenas o fluxo de consciência que escorre da sua mente. Meta a cara no pequeno vestíbulo que dá passagem interdimensional. Você conhece esse lugar? Já esteve lá? Como conhecer o momento delineador do seu futuro. Escuro…

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Lamento lambido

Sinto o cheiro do azul decorado
todas as estrelas brilhantes que brilham ao meu lado
saltitam em meu ouvido caro amigo
sou bandido das palavras
grou chinês antigo
um perigo

trago a sabedoria duvidosa
a beleza na formosa via errada
moderno é gay esquisito com cabelo colorido,
meu nome é van gosling eu sou bonito
vim das colinas mais distantes
nas mãos os diamantes
daqueles que controlam mentes
trago o suco da morte
tem a cor da sua alma
que o sabor mais forte
do marrom mais fosco mais cinzento
espalhado pelo chão no crime violento
não é nada mais não é nada não é máfia
não é nada que é normal que é legal ou ilegal
livre favelização da gás para as máfias
mentiras delícias milícias malícias

quanta maledicência grudada caro poeta
seicentas tranqueiras numa fedorenta buceta
entendo bem este nobre vil sentimento de amargor

travor na língua, aguá verde abacate gatorade verde-limão
cianobactérias proliferam-se na minha língua
como crocodilos pulam das pupilas gustativas
amarga tentantiva de ser morta e ser viva
no pântano na sombra vivo a via destemida

certo dia solitário
estudo o eu obtuso
e descubro que o eu verdadeiro
é maior
é melhor
entendo o ontem, o hoje e principalmente
que o amanhã não existe

maldita insatisfação
bendita indagação
na mesma onda
sempre surfarás
mas o mar sempre
será outro

vida, ó vida vadia
bandida, bendita vida
vi através da vitrine
a alma vazia
que passava
vi o vasto mundo
não a importunava
sê livre mané
só isso

poeta imperfeito
o futuro não existe
foda-se se ele é triste
não faça desfeita
desse vez se enjeita
seja deusa ou dona ou dama
seja mais do que a palavra
saiba que o passado é ilusão
pobres planos,são
migalhas na poeira
do infinito
o presente é mais bonito
saiba disso
tenho dito

pela primeira vez editado, Van Gosling cospe forte

Mentiras do futebol-Mental

gomos

Aumentando minha condenação de dois mil anos no inferno faço um upgrade para três mil anos de inverno. Num satânico instante sádicos levantem-se e sintam o frio, o arrepio, o fio da meada. Nada. Um novelo enrolado. Estou no corner, num canto apanhando dum boxeador malandro.

De dentro do caldeirão como cenouras como se estivesse num cozido de José, o jacaré. Arrebento a corda que no fundo me prende à minha própria consciência. Sinto o odor das cebolas temperadas com marijuana. Choro. Sofro. Sou.

Sem ser o que eu sou. Soro sai da minhas veias. Sinto uma dor interna que nunca sara, NUNCA SERÁ, NUNCA será. Briga, briga com a barriga. é a idade avisa. Vista essa camisa.  Desencostaí da baliza.

Van Gosling,  mestiço surinamês vivendo em Amsterdã

No contexto do correto

Servindo o Paralax vemos que o feliz não é mais triste mas o gás tão necessário é escasso é fraco como moléculas que irrompem solenemente na esquina da vida. Filosofando carnavais serramos a própria perna e revivemos como num instant eternum karma machine. Deus Ex-machina, tudo isso num x-burger do Rio das Pedras.

Já mixamos metade do nosso disco. Você pode ouvir prévias no
http://www.myspace.com/homensdupantano

Ver um Youtubada das mixagens aqui ó

http://www.youtube.com/homensdopantano#p/u/0/T9x9DBdVFN4

Grutaria vjá voltou Ouça no mini-ipod da http://www.radiogruta.com
ou em http://www.grutaria.podomatic.com

E twitte q te ouço e te respondo

http://www.twitter.com/homensdopantano

Dei tb uma guaridaba no nosso Trama Virtual

http://www.tramavirtual.com.br/homens_do_pantano

Grito gasto que refuta tudo

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Sou capaz de escrever sem parar, sem pensar em relutar.  Mesmo com as rimas que me perseguem não desisto de lutar.  Mesmo com a mão deformada posso transar com a madrugada. Fumo a fumaça malfadada. 38, 22, 45, tiro de escopeta na face, na fuça dos caretas. Todo mundo deveria se drogar pq assim fica menos vulgar.

Respira-se o ar, suspira caso haja amor. Veja bem que horror, a vida é dor. A vida é calor, é alma sem cor, incolor nem tanto indolor. Este é um poema que já existiu, já acendi este pavio. Será que explodirá como uma bomba atômica.  Rá, rá, rá, Chernobil é um barril de câncer, é o fraco pedindo perdão.

Olha bem pro seu Deus e pergunta a ele, pq o autor não vê Deus, eu vejo as energias. Pronto, fundamentalmente consegui traduzir o pensamento catártico. Eu vejo Deus, não o seu Deus. Eu vejo, eu sinto a energia pulsante, sinto a chama oscilante, vejo na morte presente um átimo distante, vejo sim.

Você pode não acreditar mas eu estou em controle absoluto. Alimento-me das diferentes energias. Jogo o jogo das almas penadas por prazer. Apenas pelo prazer de fazer malabarismos com a energia pura.

Lívida, lépida, fagueira, os pulsares se acumulam como fachos de luz intensa, são fortes, são a presença nada divina. Não existe nada superior que nos comanda. Somos peças fora do lugar, todavia não somos marionetes. A não ser que você deixe o sistema energético dominar-te. Fuja do controle mas saiba que é difícil controlar tanta energia.

Você pode morrer, desfalecer, caso não tenha habilidade.

Postado por Van Gosling

O som, o sol e suas centelhas indiscretas

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No devaneio do lírico inferno, resta apenas a fama morta. Resta somente o espúrio som do grave ribombando. Domina seus tímpanos e ressoa através de sua caixa craniana.  Perguntamos todos ostensivamente quem é o responsável. Se nem nós mesmos podemos responder, como eleger líderes competentes? Na esquina sombria, solucionamos diagramas, palavras-cruzadas, passatempos diferenciados. Foco no correto, desfocamos o incerto. Miramos no alerta vermelho, desfiguramos o código-morse. Morte, morte, será que ela é tão forte. Unhas de acrílico desmedido. Rompemos o coração do bandido. O sangue espirra, DJ Sany Pitbull solta as batidas muito antes reprimidas. O rock é dionisíaco. Afrodisíaco, africana mente, ditaduras diferentes aniquilam muita gente. Solta um quilo de carne quente. O ouvido ouve o som. O som surda o surto do ruminante fingido. Um rinoceronte arranca como uma máquina de mil cavalos. Espirra, olha-te de soslaio. Repugna-se ao descobrir que nada, nada será transcendente. A música que fazemos, as letras que cantamos, os restos que vamos deixando pelo caminho. Nada disso será bastante. Nada. A ilusão da plenitude é apenas o que basta. Ela nos leva como folhas no vento na direção do infinito utópico. Mas para quê tudo isso?

Postado por Van Gosling

Goma de mascar madeira

van-gosling

No limiar da vaidade isana, ele ressurge, eu ressurjo e volto da cama.  Regurgito toda aquele vômito bacana. Saio da cena, volto pela cochia, cochicho um pouco mais. Pergunto a quem apraz toda essa vida fugaz. No contexto atual, apenas subverto a realidade ditadorial. Didaticamente lembro que a minha mente nunca será diferente, será que seremos ousados. Nossos lados passados passaram passando por aqui. Precisaram postar mais um blog, um post, um átimo da confusão virtual que vivemos hoje. Os copos de bebida, com aquela jogadinha para o santo caem em cima da mandinga, caem em cima dos corpos quente que no chão jazem. Assassinados pelas balas achadas, pelas balinhas lacradas, num cruzeiro instantâneo pelos mares sem fim. No oceano das vulgaridades um agradável bate-estaca me recepciona, nesta rave o techno pulsa e traz ao corpo os prazeres do baticum alucinado. Nas mortes diárias vejo os trocadores de ônibus perguntando sempre – E a chuva virá? O verão? Cegará? Chegará? Cartões de crédito expandem-se, os limites dos fundos, dos hedges, do esquema ponzi. Das pirâmides fracassadas, dos dinheiro lesa-pátria. Como isso tudo existe? Money for nothing and the chicks for free. Todos tus muertos es una banda de punk-reggae gagá que veio da Argentina. Me gusta também El Mató a un policia motorizado. Buenos Aires tem um ar que lembra a minha casa original. Sou velho, meu nome você talvez já conheça. Sou Van Gosling, o refugiado de Amsterdã frenética, das droguinhas sintéticas. Existi ontem e existirei amanhã. No passado morri, mas sempre ressucitarei como o Super-Homem, de Siegel e Shuster e de Nietzsche também.

Postado pelo bom amigo Van Gosling, que nunca volta, jamais recicla, apena cospe.