Calor

Eu não sinto a dor do amor
Existe mesmo ardor?
Amor falso e menor
Sabor que já sei de cor
Pra mim o amor morreu
Pra mim o amor sou eu

Cuspido por Sombr-1-o

Cabeça quente

Este sol arguto
faz bonito
esquenta o maldito asfalto
frita olhos num piscar de ovos.

bananarama que pressão!

Na esplendidura beleza do fazer letrístico contemplo a maravilhosa ultraquente máquina perempetória lampejante cuspidora de verdades que deve ser sua cabeça. como a minha com molho, como devagar mordo os pedaços e morro, é aí que vivo mesmo, quando morro estou vivo-bem.

Na angústia da prisão maldita
viveremos eternos no tédio enfumaçado
no desgosto da esgoto ardiloso
sobe a fumaça que cega o futuro.

postado por Barbazul

No forno

Ressecadas fibras gritam assustadoramente
e berram
e sonham
e crepitam
Sendo trituradas, cozinhadas
No calor do fogo as moléculas esvaem-se
Viram nada, nada são