Dica Filme Cinema Tolstói – A Última Estação


poster internacional

Uma biopic de Tolstói centrada nos últimos meses de sua prolífica e longeva vida.

Atuações soberbas de Christopher Plummer como o escritor e filósofo russo e de Helen Mirren como sua esposa, a Condessa Sofya.  James McAvoy e Paul Giamatti também estão bem.

Em linhas gerais mostra a divisão de Tolstói entre a pregação de sua “doutrina” e a vida que levava. De um lado, seus discípulos e de outro sua mulher. Dividido, o escritor sempre surpreende.

Baseado no livro do americano Jay Parini, que por sua vez se baseou nos vastos arquivos e diários dos retratados na película.


poster brasileiro

Comentário do Arthur Xexéo, que assim como eu, curtiu o filme

http://oglobo.globo.com/cultura/xexeo/posts/2010/09/24/festival-do-rio-vale-pena-ver-ultima-estacao-327332.asp

Wikipedia do filme

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Last_Station

Site oficial do filme

http://www.sonyclassics.com/thelaststation/

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Vidas Secas

Numa dica paradoxal para se ler no nosso querido e úmido Pântano recomendaremos hoje o clássico Vidas Secas do escritor alagoano Graciliano Ramos.

http://www.graciliano.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Graciliano_Ramos

Vidas Secas é o quarto livro de Graciliano e foi publicado em 1938. Verdadeiro poema em prosa conta com sua linguagem ultra brasileira as desventuras duma família errante pelo sertão nordestino.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vidas_Secas

Uma história cativante, comovente, verossimilhante, política e principalmente humana. Graciliano conta-nos como o ciclo da seca inclemente influencia e mesmo molda a vida dos nordestinos de sua época e de hoje também. Um livro que nos ajuda e entender o Brasil de hoje e de ontem.

Inspirou também um filme do diretor Nélson Pereira dos Santos de 1963

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vidas_secas_%28filme%29

Para completar retiro da contracapa da 29ª edição um trecho escrito pelo prefaciador Álvaro Lins que resume o espírito do livro:

“Além de ser o mais humano e comovente dos livros de ficção do Sr. Graciliano Ramos, VIdas Secas é  o que contém maior sentimento da terra nordestina, daquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados telúricamente. O que impulsiona o seres desta novela, o que lhes marca a fisionomia e os caracteres, é o fenômeno da seca.”

Lamento: On/Off

Marilene, lagartixa, quer ligar e desligar.

Notícias exasperam-se com a realidade

letras pulam

pululam sorrateiramente

saltam do papel

São tantos safados sem categoria

vilões de filmes-alegoria

verão velhas novidades gastas

documentos secretos numa pasta

o segredo da audiência da tv

e ter que ver a verdade que se lê

numa tela de cinema – lá vai ela

a mentira e a verdade

mutuamente amarradas

tem tumulto, altos brados, confusão

Uma sub-celebridade na televisão

Um troço escuso, um duro osso

Lá na porta da emetevê

Vários vídeos em plano americano

Filmam fatias sujas da política mesquinha

fatos e fotos embalam programas

Música, belas sinfonias e estranhas melodias

lançam modas fugidias – coloridas

customizadas com ardor, sem humor

É a cultura ou linha dura

É transcultura ou saracura?

Um game que clica, freneticamente pisca

É uma isca para epiléticos-masoquistas

Veêm o vento desvanecer-se

em pixels coloridos – em cores primárias

na teoria de Goethe não há lugar para o malgrado da saia-balonê

dos sans-cullotes televisivos, da maldita saruel

Ó  breve fútil cotidiano: pensamentos soltos numa cuia

avolumam-se em pilares – sustentáculos

que seguram tudo

torres vertiginosas que amansam a potência dos donos da verdade

É vida, é forma, é comportamente, é tudo isso e mais um pouco

moda, estilo, cultura, álbuns, dicas e artigos

no monitor do PC, ali na tela da TV

fiat lux

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