Abrindo os portões do futuro

Temos visto coisas estranhíssimas nos últimos dias. Vocês se lá estivessem não acreditaram. Todos que aqui visitam tem noção que na verdade não estamos aqui, não é mesmo? Pois é. Nesta nossa saga infinita para conseguirmos sair do pântano psico-poluidor que nos aprisiona, volta e meia conseguimos através de uma nesga enxergar traços da ignóbil realidade.

Mas aí perguntamos a nós mesmos. Será melhor viver assim na ilusão? Não sabemos. Recentemente recebemos a visita de Dundes, Fadas e Gnomos. Pequenos seres que convivem conosco normalmente aqui no limbo interdimensional que habitamos. Cansados de tanta mazela vemos através do espelho mágico que o futuro se imuscui com o passado e nada nunca muda.

Tentamos mudar nosso caminho mas prosseguimos na caminhada. Estamos constantemente tentando sair daqui para dar os recados que nos foram passados pelos nobres pequenos seres mágicos. A Mãe-Natureza que vive aqui no nosso colo, numa espécie de altar pára-religioso, misto de estátua e ser etéreo, ela cansa de nos deixar mensagens cifradas sobre como devemos proceder no caso de conseguirmos alcançar algum tipo de passagem.

Diz ela: Rapazes, caso vocês consigam abrir os famigerados portões, seja eles os de Zion ou outros quaisquer, devem estar preparados para a ignorância. O ser humano lá fora acha que é o dono do universo e o senhor do planeta. Mas ele é frágil e sabe muito pouco meus filhos. Por isso mando meus pequenos servos lhes avisar. O futuro não existirá a não ser que nós queiramos.



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No mundo da lua

Nesta maçaroca de influências desconectamos tudo. Meu nome é Devianix III, sou um extraterreno vacilão. Deixei Netuno, ou será Urano em busca da vida inteligente. Nada disso achei. Quantas imbecilidades juntas é capaz o ser humano de fazer? Nesse dificuldade de conciliar agendas para marcar a morte das galinhas mortas sempre acabamos no mundo da lua.

Sabemos que nada disso é normal neste mundo sem sentido. Então empreendemos esta viagem rumo ao infinito. No mundo da lua ficamos sem pé nem cabeça, confirmamos que São Jorge não existe, muito menos o lado negro de nada. Só existe o lado negro de tudo. Só existe maldade nesse universo.

Por isso quando deixei minha nave espacial, decidi ser apenas mais um viajante interplanetário. Rompi todas as amarras que me prendiam ao meu planeta natal. Conquistei aqui muitos amigos-inimigos, a diferença é que eu não sei a diferença entre amizade e inimizade. Sou apenas mais um. Igual porém diferente.

Nada é único. É múltiplo viver e reviver. Apenas quando apertamos cada botão sentimos o boost violento do Mach5 acelerando na direção do nada. Aqui aportei e aterrisei no mar. Um grande vazio azul era o céu, a grande imensidão azul era água. Um buraco dentro de mim se enchia de vazio.

Devianix III

Saltando de dentro da tela

Quem é quem nesse multiverso de fantasias. Na edição passada vimos que nossos heróis encontravam-se perdidos num limbo interdimensional. Através de um aplicativo transmutaram-se em pequenos íons. De dentro de seus leitores eletrônicos saltaram homens coloridos.

Esta literatura elétrica donde pulam super-humanos para a realidade não é um sonho. Da tela de cristal líquido, surgem sob o som de maviosas flautas os novos homens. O profeta, o hipocondríaco, o racional, o bêbado, o fanático, o estudioso e o desligado. Sete faces de um mesmo ser.

Neste tecnomundo, comentaristas e articulistas do vento apenas se dividem em diferentes doutrinas. Metade julga que o que passou passou e não importa mais. O outro terço julga que o passado passou mas é parte vital deste futuro distante. Como não sou bom em matemática, ficou faltando um pedaço que está  a cargo do leitor.

Temos tantas dúvidas. Nessa nossa nação pantanosa, somos super-vilões com frenéticos poderes. O poder de tirar poeira de velhos vinis. O poder de poder vencer, o poder de poder perder. Diretores que passaram por nossa sede sentem sede quando estão em contato conosco.

Acredito que devamos voltar para dentro do sonho. De dentro das telas de cristal líquido podemos vislumbrar as diferentes ondas. Não é crack, não é oxi, não é pó. É vida vivida em forma de gotas, em pequenas pílulas coloridas. Nada disso faz sentido. Viver não faz sentido.

Quando eu contei para Dr.Pangloss as dificuldades que estavamos sofrendo nessa aventura ele me aconselhou: “Querido Devianix III, você já deveria estar careca de saber que é preciso preencher todas as lacunas, nunca se deve terminar o dia sem coonestar um relatório diário completo. No meio do mês, uma prévia do relatório mensal e no fim do mês o dito cujo deve estar aqui presente no pendrive demoníaco de Deus – esta figura que reputo não existir.

De posse da arma Y, uma cortesia do profeta, meu amigo íntimo e um dos sete homens que saltaram da virtualidade para a realidade. Eu, Devianix III, herdeiro dos grande párias do multiverso, posso deslocar o prisma da insanidade. Quero, como bem disse um outro, fundar a Igreja dos Loucos. É isso, é isso! Como não pensei nisso antes.

Será uma comunhão de bizarros que salvará este pobre planeta, aqui o que se dá – planta. Pobre de mim – pobre de nós. Vamos acionar a arma Y e esperar para ver se o raio colorido que de lá sairá vai adiantar alguma coisa.

Devianix III

1272 – O símbolo da vitória.

por Negozul

A imagem representativa dos homens do pântano concebido por nosso companheiro Jonny B-Good me traz agridoces memórias. A visão de tal simbologia me lembrou um acontecimento ocorrido no longínquo ano de 1272.

Antes das batalhas que ocorreram naquela fatídica ocasião eu havia visto este mesmo símbolo em meus sonhos.

Uma sangrenta guerra rasga a fronteira entre a África e a Ásia. Lutavam em confraria os Samurais Zen e os povos mongóis contra os Besouros de Metal, estranhíssimos contigentes milicianos caucasianos em suas armaduras.

Inspirado pela visão onírica do símbolo, uni-me aos samurais do clã zen. O símbolo do pântano visto em meus encontros com Morfeu representa a união com os samurais zen. A visão equilibradora do desenho foi a responsável pela selagem absoluta do potencial dos arautos da guerra.

E ficamos sete semanas no campo de batalha. E aprendi o que eram as silenciosas palmas de uma mão só. Os guerreiros do furacão estavam tão imbuídos do objetivo da morte dos Besouros de Metal que mesmo em número muito menor triunfaram. Poucos sobreviveram para relatar estas lendas.

Quando os monges locais recontaram esta saga 100 anos depois já chamavam os Guerreiros Zen de Kamikazes, os deuses do vento. Em virtude da ampla utilização daquela técnica durante os conflitos.

O Buraco da Morte

Apanhado em pleno transe eu dou pulos pelo pasto. Cato só

cogus carnudos esse é o meu desastre.O sentido se

aproxima sou encordado por ele, amarrado pelas pernas com

violência dantesca. Nego, saio de banda. Como assim. Será

a morte ou a iluminação. Será o nada que vem me buscar de

manhã cedo. Como é possível saber tudo e ainda assim

viver impunemente? É o martírio dos, martírio dos mortos

no buraco da condenação. Presos num túnel profundo,

lutando por migalhas entre cadáveres pútridos. Um ar

cinza, uma cor roxa. Um eco infernal. O Diabo, lá jazia

morto também. Hades ou o Inferno dos homens, dos seres

todos. Lá estava Dheus e Willy Coiote, você estava lá

também. Não me venha com essa agora. Você poderia muito

bem continuar contando a história daqui. Aghuardar um

nanosegundo e concluo que não és. Contarei para outro

como eu saí dessa.

Fronteira

Essa história se passa numa inóspita fronteira. Não se sabe se entre o sonho e a realidade ou se apenas um fronteira entre dois reinos longínquos, imaginários e esquecidos. O sol causticante a todos castigava já no alvorecer. Era sabido naquela região de montanhas desérticas o ar rarefeito e o calor demoníaco eram dois adversários a mais na luta pela sobrevivência. Nas últimas décadas as temperaturas todavia estavam cada vez mais escorchantes.

Os dois moribundos irmãos vinham cambaleando nervosos pela íngreme e pedregosa estradinha que levava ao cume. Esgueirando-se entre os precipícios sentiram os primeiros raios solares que espantavam a madrugada, o céu em tons de púrpura e âmbar anunciava o fim da noite companheira, que os ajudara a passarem despercebidos até ali.

Noodlot, o mais velho e Kohtalo, o caçula, chegaram até o topo da montanha. Vestiam trapos impregnados pelas agruras e tons do deserto cor de açafrão, mendigos amarelados, cheios de areia por todos os poros. Extenuados, vislumbraram ao fim de uma caminhada de cinquenta passos um posto de fronteira encravado entre as cordilheiras gêmeas.

reinos desérticos

Um posto precário, construído com paliçadas de madeira e um campanário de pedra-sabão, habitado por seis ou sete guardas, um posto como outro qualquer com a diferença de estar localizado no meio do nada no alto das montanhas alaranjadas. Via se pouco da construção, envolta numa espessa massa de nuvens.

Kohtalo, o irmão mais novo sabe que o rosto de Noodlot é o procurado – é ele é o notório criminoso nos reinos desérticos. Foi ele que teve a coragem de ir contra os desígnios do destino que impediam os desejos do indivíduo de existirem livremente naquelas terras. Foi que ele que protestou, advogou pelo uso livre da mandrágora, fora por isso condenado à forca, havia fugido e agora buscava refúgio atravessando escondido todos os reinos desérticos numa busca frenética por um oceano utópico, que talvez nem ali estivesse, talvez nem existisse, onde ele poderia fugir para um outro continente, onde fosse apenas um desconhecido.

Noodlot & Kohtalo

Kohtalo sussurra – Abaixe a cabeça irmão, esconda seu rosto e simule um aleijão. Claudicando, Noodlot passa ombreado por Kohtalo, atravessam o portão cor de abóbora, são ignorados pelos sentinelas e conseguem atravessar pelo outro portão. Um despenhadeiro gigantesco irrompe majestoso como uma estrada sem fim. Descer por entre essas escarpas é alentar contra a própria existência

Noodlot veste botas não apropriadas para aquela descida estreita que alterna pedras vermelhas pontiagudas e areia finíssima amarelo-mostarda. Tropeça na descida, cai alquebrado dentro de uma vala lateral e suplica a Kohtalo. – Uma fumegada, irmão Kohtalo, a mandrágora me chama.

Mandragora_Tacuinum_Sanitatis

Kohtalo retira um pouco da planta macerada de seu alforje ocre, prepara o recipiente e fumam a mandrágora. Noodlot sentado na vala, Kohtalo acocorado nos píncaros da estradilha. Sabem do seu vício, lamentam que ele tenha que ser sanado naquele momento. Conhecem os benefícios do vegetal e sabem também que é ele o culpado por estarem naquela situação periclitante.

Noodlot inebriado pela epifania da mandrágora observa calmamente o solapamento dos sentidos, de soslaio observa acima de seu ombro esquerdo a descida vertiginosa, aparentemente descontrolada de dois cavalos envoltos numa nuvem de poeira, alguns nanosegundos depois percebe que não são dois mais cinco equinos cavalgando furiosamente pela estrada.

O surdo Kohtalo não percebeu quando a carroça descontrolada carregada de toras de madeira passou por cima dele, pelos cascos do cavalo, num toque hediondo, velocíssimo, ao passar do primeiro animal, foi imediatamente lançado precipício abaixo. Impedido de balbuciar o mínimo som, Noodlot apenas fechou os olhos e dormiu.

Todos os medos

Todos os medos do mundo se limitam ao desconhecimento. Aquele que tem o dedo de Dóroti sabe bem. Na vitrine a oferta te oprime. Sobem ações nessa bolsa tresloucada, definham melodias do rap da onda errada. Mc Hammer, MC Batata e Ricky James conspiram covardemente pelo groove. Dois ácidos neuróticos sujeitos sui generis subjugam os sustos e sorriem freneticamente após tudo isso. São mais de quatrocentas coisas que acontecem diferentemente da mentira que se aproxima. Paleontologidez descarafação, aoviver desmantortquis novamente nas cambrâncias dos valélolos lousantes. Supereuse-se ou supersejam os enosmas sortum e as vibrictudes gerais do possenjedar. Darteia, dosmengue, derulizante atroxina penetrófira, baulacadia senerropenza, sartozopóide casquilovíneo. Pernoituriar, dormifagar, cerjuquisgão. Corrumente carrinóia coogastura. Das milças os milçons se açodejam valentajouramente.

A Lenda de Negozul

( Como contada por Negobantu e Negocongu)

Extraído dos Contos Antigos do Pântano, vol III

As inúmeras lendas em torno da entidade Negozul são tão turvas quanto a própria história da África. Costumeiramente narrada através das bocas estrangeiras, a incrível saga do povo africano vem sendo através das épocas afastada de suas raízes por interlocutores ora mal informados ora mal intencionados.

Possivelmente a confusão em torno da entidade Negozul resida exatamente neste ponto. A multiplicidade de versões sobre sua existência através dos séculos se confunde com a própria essência multifacetada do continente negro

Talvez seja esta mesmo a missão de Negozul: contar a história do ponto de vista de quem a viveu, acabando com os mal entendidos. Ou não. Paradoxalmente, a confusão em torno do mito pode também significar que não existe apenas uma história e sim milhões delas, que unidas, contribuem para formar o grande arcabouço cultural africano.

Misto de orixá e lenda urbana, a entidade pode apresentar diversas formas e não precisa de “cavalo” para incorporar. Essa característica marcante talvez seja o diferencial de Negozul, normalmente atrelado ao plano metafísico e não ao campo místico.

Materializa-se na proximidade de ocasiões importantes, sempre junto com uma nuvem de fumaça azul-acinzentada e um grave ribombar de percussões. Sua passagem costuma ser sucinta e intensa. Chega trazendo notícias surpreendentes, conta antigas histórias e influencia em decisões dos que estiverem em sua área de influência.

Some sem deixar rastro e nem sempre se faz perceber já que nem todos as pessoas que estabeleceram contato sabem explicar minuciosamente o acontecido. Diversas correntes étnicas africanas, e suas respectivas descendências miscigenadas, já relataram contatos com Negozul.

Não se sabe ao certo de onde surgiu o nome Negozul. Explicações distintas povoam o imaginário popular. Uma corrente jura de pés juntos que a denominação é uma contração das palavras negro e azul. Outras vertentes asseguram que o nome é este em virtude da sufixo Zul significar força num antigo dialeto sudanês.

Uma terceira explicação diz que Negozul é o antigo espírito de um sacerdote-músico, um alabê, já que na cultura africana em geral o som é o condutor de axé (força).

Toka

Através dos relatos orais de seus habitantes, surgem as lendas do Pântano. Dom Élder é o nosso convidado de hoje, ele veio nos contar a história de…

Toka

Durante o pós-guerra, imigrou pra o Brasil uma família vinda do Japão arrasado. Talvez o melhor tivesse sido perecer em terras nipônicas. Trazendo sua esposa grávida de sete meses, o humilde agricultor já sentia os sintomas da radiação, todavia não desconfiava que um mal ainda pior descansava no ventre de sua amada.

Abalado pelos males radioativos, ele resistiu por parcos seis meses. A mãe ainda teve tempo de ensinar algumas coisas a sua prole recém-nascida, porém logo definhou e deixou a vida. A única coisa que a criança lembrava era o nome de seu pai, por quem a mãe sempre lembrava nas orações.

Acolhido pelo Orfanato Frei Luís, o pequeno órfão repetia insistentemente um nome: Toka. Recusava-se a pronunciar outras palavras. Quando atingira a idade de aproximadamente seis anos passou a manifestar estranhíssimos sinais de algum tipo de mutação. Sua inocente mente era perturbada por terríveis e abomináveis pesadelos que lhe acordavam freqüentemente no meio da madrugada.

Pouco a pouco, as outras crianças do orfanato criaram um temor de Toka (a única palavra que pronunciava passou a ser sua própria alcunha) e quando os adultos foram perceber isso já era muito tarde. O medo fez aflorar a perversidade natural das crianças. Maltratado e judiado em série, o pequenino e solitário Toka sofria em silêncio.

Durante uma dessas perversidades ele atingiu um índice elevado de nervosismo e pela primeira vez sentiu que seu ódio crescera tanto que seu próprio corpo e sangue radioativo estavam reagindo. Sua pele escureceu e seus olhos brilhavam num horrendo tom amarelo. Sem saber o que acontecia consigo, a pobre criatura percebeu o pavor das crianças e sentiu-se culpado pelo pânico e pelas lágrimas.

Os responsáveis pelo dormitório ouviram um tremendo alvoroço e partiram prontamente pra saber a causa do tumulto que já não os deixava dormir. Quando a porta do quarto se abriu Toka, com força desproporcional, arremessou o adulto a metros de distância e partiu pelas florestas do Jardim Boiúna.

Nunca mais foi visto.

Anos se passaram e talvez as matas da Taquara não fossem mais suficientes para abrigar Toka. Ele trocou sua morada isolada para as Colinas do Pau-ferro onde encontrava uma abundante fauna pra alimentação.

Os dias de isolamento da surreal criatura estavam contados e quando as obras da Linha Amarela começaram lá pelos idos dos anos 90 ele viu as coisas que aprendeu a amar serem destruídas. Máquinas e homens invadiam seu lar e Toka passou a atacar humanos durante o alvorecer. Poucos sobreviveram e relataram o ataque às autoridades. Ninguém nunca levou a história muito a sério e o caso foi abafado.

Vítima do homem e agora era visto como agressor, Toka era temido pelos moradores da região. Muitos negam a veracidade destes fatos, porém quem passa uma noite naquela mata e consegue voltar jura que viu algo de outro mundo.

Uma estranha criatura com gigantes globos oculares amarelados está permanentemente na espreita dos aventureiros todavia só anseia por sossego. Conta a lenda que todo aquele que tenta aproximação é dilacerado. Aquele lugar não é mais seguro já que Toka quer manter sua solidão e para isso não hesitará em acabar com vidas. No fundo de seu maltratado coração, ele amaldiçoou os homens que macularam sua paz.

Medindo em torno de 1,68 m, com braços longos e cabelos de cor negra até o chão, sua pele é de uma estranha matiz verde-esbranquiçada. Dotado de poderosa força e longevidade fora dos padrões humanos, Toka também desenvolveu garras poderosas como as de um urso. Aquele que ousar encarar os olhos de Toka entra em uma espécie de transe hipnótico e fica a mercê dos caprichos da criatura que muitas vezes escolhe copular com sua vítima hipnotizada.

Se no meio da madrugada, ouvires sussurros nas árvores. Corra! Toka tem fome e somente os inocentes gritos infantis podem fazer a fera recuar.

O segredo do meu sucesso

O segredo do fracassado profissional é um tentar

constante sempre perseguindo a desistência. Nunca

invejar o sucesso alheio pois isso pode alimentar a

o bate-volta em cadeia do mau agouro, do mau

olhado, da secação frenética e o pior de tudo – o

recalque maldito. Um loser como americanamente

poderiamos qualificar não se pauta simplesmente no

presente. Teima ele em sonhar sempre distante, num

utópico futuro longínquo sobrevivem seus sonhos

rarefeitos rodeados por nuvens alvas e céu azul

infinito.

nada


Quem espera sempre alcança é a lenda que os que

chegam primeiro contam aos últimos da fila. Sentado

na beira da estrada já vi vários tropeçarem na

pedra da humildade. Tento não tropeçar neste mesmo

empecilho mas parece que se não me humilho nada

consigo. Isso é papo de mau amigo.

amarelão

Um líder forte deve impor sua vontade cortando

cabeças e deixando membros despedeçados campo de

batalha afora. Afronta é ficar parado num canto só

lamentando e choramingando a sorte alheia e o azar

só seu.

Esse próprio texto sobrevive retroalimentando-se de

seu próprio paradoxo. Paralax diria que você

apenas é um bobo, chato, feio. Eu, nós, vós ou voz

dizemos mais. És um mala atroz, sem asas albatroz.

Uma seca foz, o sal que seca a voz.

Um susto assim é pouco para que um perceba o seu

destino neste universo ou nesse multiverso.

Multipliquem-cam-se os as redondilhas, as

quadrilhas de poetas assassinos. No Palácio Haxixin

várias putas para mim. Se ligou curumin?

O segredo do fracassado profissional é um tentar

constante sempre perseguindo a desistência. Nunca

invejar o sucesso alheio pois isso pode alimentar a

o bate-volta em cadeia do mau agouro, do mau

olhado, da secação frenética e o pior de tudo – o

recalque maldito. Um loser como americanamente

poderiamos qualificar não se pauta simplesmente no

presente. Teima ele em sonhar sempre distante, num

utópico futuro longínquo sobrevivem seus sonhos

rarefeitos rodeados por nuvens alvas e céu azul

infinito.