1272 – O símbolo da vitória.

por Negozul

A imagem representativa dos homens do pântano concebido por nosso companheiro Jonny B-Good me traz agridoces memórias. A visão de tal simbologia me lembrou um acontecimento ocorrido no longínquo ano de 1272.

Antes das batalhas que ocorreram naquela fatídica ocasião eu havia visto este mesmo símbolo em meus sonhos.

Uma sangrenta guerra rasga a fronteira entre a África e a Ásia. Lutavam em confraria os Samurais Zen e os povos mongóis contra os Besouros de Metal, estranhíssimos contigentes milicianos caucasianos em suas armaduras.

Inspirado pela visão onírica do símbolo, uni-me aos samurais do clã zen. O símbolo do pântano visto em meus encontros com Morfeu representa a união com os samurais zen. A visão equilibradora do desenho foi a responsável pela selagem absoluta do potencial dos arautos da guerra.

E ficamos sete semanas no campo de batalha. E aprendi o que eram as silenciosas palmas de uma mão só. Os guerreiros do furacão estavam tão imbuídos do objetivo da morte dos Besouros de Metal que mesmo em número muito menor triunfaram. Poucos sobreviveram para relatar estas lendas.

Quando os monges locais recontaram esta saga 100 anos depois já chamavam os Guerreiros Zen de Kamikazes, os deuses do vento. Em virtude da ampla utilização daquela técnica durante os conflitos.

Lamento: On/Off

Marilene, lagartixa, quer ligar e desligar.

Notícias exasperam-se com a realidade

letras pulam

pululam sorrateiramente

saltam do papel

São tantos safados sem categoria

vilões de filmes-alegoria

verão velhas novidades gastas

documentos secretos numa pasta

o segredo da audiência da tv

e ter que ver a verdade que se lê

numa tela de cinema – lá vai ela

a mentira e a verdade

mutuamente amarradas

tem tumulto, altos brados, confusão

Uma sub-celebridade na televisão

Um troço escuso, um duro osso

Lá na porta da emetevê

Vários vídeos em plano americano

Filmam fatias sujas da política mesquinha

fatos e fotos embalam programas

Música, belas sinfonias e estranhas melodias

lançam modas fugidias – coloridas

customizadas com ardor, sem humor

É a cultura ou linha dura

É transcultura ou saracura?

Um game que clica, freneticamente pisca

É uma isca para epiléticos-masoquistas

Veêm o vento desvanecer-se

em pixels coloridos – em cores primárias

na teoria de Goethe não há lugar para o malgrado da saia-balonê

dos sans-cullotes televisivos, da maldita saruel

Ó  breve fútil cotidiano: pensamentos soltos numa cuia

avolumam-se em pilares – sustentáculos

que seguram tudo

torres vertiginosas que amansam a potência dos donos da verdade

É vida, é forma, é comportamente, é tudo isso e mais um pouco

moda, estilo, cultura, álbuns, dicas e artigos

no monitor do PC, ali na tela da TV

fiat lux

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