Aventuras

nesta aventura

quando passos são dados

rumo ao vazio

sabemos que o caminho

é esse mesmo

no infinito sonhamos

com a calma eterna

da completude da missão

será que ela existe?

um caleidoscópio de possibilidades

irrompe como torrente

conseguiremos conseguir chegar

existe fim para essa trajetória

ou somente caminharemos

eternamente.

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Cadafalso

No cadafalso das dúvidas plano sereno rumo ao equilíbrio terreno.

Claudico

pergunto no horizonte vislumbro o invisível

nunca sabemos se nunca sabemos

se

nunca!

Dicionário de dicas

Disse o dicionário:
É Deluxe ó ordinário
um tal de aquecimento global
um aglomerado de palavras
que mero artista tem que resistir;
pede Paralax – pede maldito
gera gigantes ondas
nunca dantes filmadas
mas que lá sempre estiveram.

Patrulhamento geral das complexidades
entope alto-falantes serenos sonoros
falando alto os maganos macacos
querem proibir o inventar,
querem limitar o pensamento dentro de seu próprio,

seyo say me ley lei di lei.
Querem mandar na vida alheia
pede Paralax cretino
deixe o indivíduo ser…
pleno em sua imbecilidade freestyle
deixe a criatividade planar livre
um grafite aqui no muro ali
solto verso livre due-mi-si
sol lá sem si escuro aqui – PROIBIR;

mas eu vejo! Ó ignóbil vilão
é PERMITIR o pensar perplexo
vejo no meu próprio reflexo
a sede do fatídico insucesso
nunca volto jamais regresso
só viver já é progresso
nesta tênue linha que perpasso
tenho o coração-feto de aço
me permite lutar nessa batalha
que sei apenas meu raio mental pode
quiçá um dia vencer num rasgo de sorte
e num acumulamento casual da lógica antológica
dos super-heróis da palavra

Dadica

Dica Filme Cinema Tolstói – A Última Estação


poster internacional

Uma biopic de Tolstói centrada nos últimos meses de sua prolífica e longeva vida.

Atuações soberbas de Christopher Plummer como o escritor e filósofo russo e de Helen Mirren como sua esposa, a Condessa Sofya.  James McAvoy e Paul Giamatti também estão bem.

Em linhas gerais mostra a divisão de Tolstói entre a pregação de sua “doutrina” e a vida que levava. De um lado, seus discípulos e de outro sua mulher. Dividido, o escritor sempre surpreende.

Baseado no livro do americano Jay Parini, que por sua vez se baseou nos vastos arquivos e diários dos retratados na película.


poster brasileiro

Comentário do Arthur Xexéo, que assim como eu, curtiu o filme

http://oglobo.globo.com/cultura/xexeo/posts/2010/09/24/festival-do-rio-vale-pena-ver-ultima-estacao-327332.asp

Wikipedia do filme

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Last_Station

Site oficial do filme

http://www.sonyclassics.com/thelaststation/

Vidas Secas

Numa dica paradoxal para se ler no nosso querido e úmido Pântano recomendaremos hoje o clássico Vidas Secas do escritor alagoano Graciliano Ramos.

http://www.graciliano.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Graciliano_Ramos

Vidas Secas é o quarto livro de Graciliano e foi publicado em 1938. Verdadeiro poema em prosa conta com sua linguagem ultra brasileira as desventuras duma família errante pelo sertão nordestino.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vidas_Secas

Uma história cativante, comovente, verossimilhante, política e principalmente humana. Graciliano conta-nos como o ciclo da seca inclemente influencia e mesmo molda a vida dos nordestinos de sua época e de hoje também. Um livro que nos ajuda e entender o Brasil de hoje e de ontem.

Inspirou também um filme do diretor Nélson Pereira dos Santos de 1963

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vidas_secas_%28filme%29

Para completar retiro da contracapa da 29ª edição um trecho escrito pelo prefaciador Álvaro Lins que resume o espírito do livro:

“Além de ser o mais humano e comovente dos livros de ficção do Sr. Graciliano Ramos, VIdas Secas é  o que contém maior sentimento da terra nordestina, daquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados telúricamente. O que impulsiona o seres desta novela, o que lhes marca a fisionomia e os caracteres, é o fenômeno da seca.”

Dica de leitura – Folhas na Relva

Há tempos que aqui não colocamos uma dica de leitura. Pois bem, como alguns sabem aqui no Pântano lemos compulsivamente. Ultimamente Jorge Luís Borges, Herman Melville e Edgar Allan Poe tem sido meus fiéis compánheiros. Todavia minha indicação de hoje é a primeira edição do clássico da poesia norte-americana/mundial.

Folhas na Relva de Walt Whitman foi publicado pela primeira vez em 1855 e é um marco da poesia modernista. Com versos livres, abordando assuntos antes relegados como o homossexualismo, a relação com o corpo, o transcendentalismo, a formação da nova nação americana e muito mais. É uma obra-prima.

Descobri Whitman através de uma personagem de Mário Bortolotto que encarnei certa vez, o personagem era fascinado opr Whitman e o citava volta e meia no texto.

Comentário de Ralph Waldo Emerson sobre o livro: “A mais extraordinária peça de engenho e sabedoria que a América já produziu”.