Dizendo tudo aquilo que é indizível

Diga agora garoto

Diga agora garoto

A poesia diz o que ninguém mais diz

os discursos esquecidos

as lamentações bizarras

o maniqueísmo underground

Do fundo do poço

emerjo só osso

falanges teclam ideias

desconexas – dentro de suas sinapses

Tudo começa a fazer sentido

Aquilo que foi esquecido

Inimaginável amor bandido

Letras love me

Elas párias velhas

Surgem de cada recôndito

Para atacar o seu cérebro

Sinta-se ameaçado

Quiçá esta saraivada poética

Faça-te flanar como uma herética

que blasfema contra tudo

que é sagrado

aqui do meu lado

cada poesia vale  um dia

cada verso

um universo

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Planejamento

cada plano que fizemos

e nada aconteceu

tantos planos em vão

sonhos futuros

fazer pouco caso dos moribundos

no melhor do mundos

previsões apocalípticas

adoramos esta técnica

riffs rasgam o vento

som que dá o choque térmico

vendo veleidades maravilhosas

através de vídeos onde idéias

planam loucas por um céu de besteiras inóspitas

fugimos, fugimos distantes

mas como lagartixas abandonamos o próprio rabo

PRISIONEIRO

As idéias se desenvolvem em velocidade estonteante
Ele manda em tudo, manipulação constante
Não obstante, não sou rápido o bastante para fugir desta cela
Atrás das grades fictícias, permaneço aprisionado
Vejo tudo sob o prisma enlouquecedor do encarcerado
Preso na própria cabeça.

Cuspido por Sombr-1-o