Pântano

Onde nascemos nós os mutantes
É o pântano pleno de água abundante
Charco plano cheio de vida
Mangue molhado da morte sofrida
Entulho atolado enlameado
Vapores sulforosos sobem rumo ao céu almiscarado
Pantanal, Paraguai, Manguetown
Para com isso pantaneiro
Inundação aqui no meu terreiro
do Brejo um beijo
lamaçal
Podre é o nosso poder
Nada aqui nunca resseca
Sapo, rã, jacaré, perereca
Maguari, socó, biguá já tá careca
Capivara, anta, onça
Todos juntos na mesma dança
Lá na casa do gambá
Vamos todos festejar
Aqui no pântano é o que há
Sabe lá se o sabiá sabia assoviar
Ele veio pra contar
É o must
ser lacustre
Vamos todos se afogar
Um gostinho desse lodo
Some partes mais que o todo

http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A2ntano

http://desciclo.pedia.ws/wiki/P%C3%A2ntano

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CONTOS LODISTAS ULTRA-MÍNIMOS

Conto do Mangue I
— Desplugue o estabilizador.
O que se seguiu foi uma intensa onda de instabilidade.

Conto do Mangue II
— Sai, que eu já não te quero mais!
— Não.
Pausa.
— Ah, então tá…

Conto do Mangue III
A kombi passava, buzinando e roncando. Ultrapassou o sinal vermelho, atropelou três transeuntes, e caiu de cima da ponte rio-niterói sobre um pequeno barco pesqueiro.

por Pedrim Peroba