Fome não se come

hamburger
Quanto menos se come

Mais se vive

Alimente suas frustrações

enchendo a boca de vento

O que é a fome?

Se não uma ilusão

do vazio

O que é o prolongamento da vida?

Se não o atraso da morte que virá

inexoravelmente

Não coma!

Estilo faquir!

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O tom revoltou-se então

Sou um puro e amável guerreiro
Trago justiça no meu coração
Na luta desfaço-me inteiro
Morro, mas honro o Barão

Empunho punhais contra a gangue
E vejo verterem meu sangue

Mil gotas revoltas
Pingam no chão de terra
Viram sujas manchas
é o líquido-guerra
na viela das casas velhas
brotam rosas vermelhas

Impacto Frontal – Colisão – Acidente Mental

É para rachar a sua mente que apresentamos este impacto frontal. Ouça esta canção e lembre de um grito mental lascinante que rasga tudo e irrompe revoltado. Impacto frontal no seu cerebelo.

 

 

10 razões para o suícidio

Torcida dos Homens do Pântano

1- Não completude dos planos secretos de sua mente

2- Decepções com o estado ecológico do multiverso

3- Descoberta das múltiplas dimensões alternativas

4- Ambivalência dos discursos terrenos

5- Superioridade da ideologia religiosa ignóbil e fraca

6- Inverdades que se multiplicam

7- A felicidade como obrigação

8- Acreditar que na outra vida existirão outras drogas mais poderosas

9- Desconhecimento total, pasmaceira terrível, o plano das idéias se agiganta

10- Tédio

Postado por Indignado Depressivo

Desligando as conexões

Van Gosling pediu para que eu viesse aqui para contar uma coisa para vocês. A morte é fútil, nada mais é do que apenas um traço. A própria vida inexiste, apenas no pensamento dos livros não lidos, das páginas não escritas. De cada capítulo de sua vida, guardas um mágoa diferente. Na floresta das ilusões temos a impressão de que caem folhas que emanam um maná poderoso.

Um líquido divino que daria a juventude tenra, terna e eterna para cada um de nós. Será que isso realmente acontece. Alimente-se de sementes, alivie-se frente a frente com a fronte seca. Seque apenas o fluxo de consciência que escorre da sua mente. Meta a cara no pequeno vestíbulo que dá passagem interdimensional. Você conhece esse lugar? Já esteve lá? Como conhecer o momento delineador do seu futuro. Escuro…

Como surgiu a Cidadela Oeste

Em determinado momento a maioria já havia perecido. O céu cor de ocre deixava de ser apenas um delírio tornara-se há muito realidade. O ar rareava, lutavam os pulmões. Tinham sido avisados pelos ouvidos. Ouviram perfeita e claramente um som límpido e cristalino quanto límpido e cristalino pode ser o som. Ouviram e compreenderam as velhas novidades que os cientistas da Organização pregavam. Ouviram e ignoraram. Agora agonizam mutantes embaixo do horizonte plúmbeo.

Adaptaram-se as criaturas. A partir de então moléstias proliferaram-se, deram novo significado à palavra vida. Tão numerosas e diferenciadas entre si eram as espécies de arbovírus que de lá pra cá grassaram livremente pela superfície do planeta que tornou-se impossível distinguir entre a referida vida e seu oposto, a tal da morte. Espécies e subspécies se confudiram, mesclaram e fundiram-se.

O saber sofreu um baque, filósofos debateram o assunto por dezenas de séculos em sua incessante busca. A vida havia sido alterada na sua própria essência. Os que ainda debatiam esta condição o faziam ao lutar pela manutenção da mesma neste surrealista status quo que havia se tornado a vida.

Mantinham-se juntos nos poucos habitáculos que ainda permitiam atividade neurológica de alguma forma. Fora das Cidadelas era praticamente impossível distinguir um reles palmo a sua frente, quanto mais manter sua estrutura molecular intacta.

No início eram duas Cidadelas batizadas geograficamente como Leste e Oeste. Os orientais não mantiveram sua subsistência nos primeiros decênios do século $#&% e desapareceu todo o lado leste. Ironicamente, contam as lendas, que as palafitas afundaram num mar de enxofre.

Subsiste ainda a Cidadela Oeste.

Tandera, abrindo os portais do pântano

Na imagem abaixo, colhida pelos pincéis mágicos de Pedrim Peroba contemple o que sobrou da Cidadela Oriental

Extremamente normal

Não desrnoteie

Comemore indiretamente

A morte do poeta

Inimigo-comum da realidade

Nas cinzas que sobrarem

Morra junto com ele

Duvide da arte

Interaja com a loucura

Faça isso tudo

E chore

A morte do poeta

Traz toda a pobreza de sua vida

Que nada fez

Que nada criou

Que não foi

Nem veio

Veja

A morte do poeta

é apenas mais uma morte

Com sorte, morrerás junto

Serás o poeta-defunto

Reflexões sobre o movimento

O teste verdadeiro de uma caneta

é passar da tinta para o papel

os mais puros

e verdadeiros sentimentos

Quando nós somos penas eficientes

podemos destrinchar

exatamente

o sentimento do mundo.

Nesse nano-segundo

que as portas abrem

por causa da inércia contra o movimento que vai,

nesse exato momento,

podemos vislumbrar a verdade,

a realidade,

a imaginação,

o verdadeiro âmago daqueles que vemos,

mas tudo isso

só existirá dentro da sua mente.

Sorte na vida


sabemos que o sabiá é sábio

ele sabe que o sabor da vida
é vaga
é vazia
efêmera
vaga perdida que vai e volta
lambendo areia

leva ocorpo do sabiá

lava a alma que vem de lá

voa longe o descontrole

vida que esvai-sem em letras, copializa a mente locuplantctanosa

– Um escritor que mora numa casa isolada num campo, num espaço bucólico, no topo da montanha, perto de uma mata/floresta, rodeada de verde. Um dia – constroem uma rodovia/ferrovia/maglev na porta da e toda a vida dele muda. várias versões em várias alternativas do tempo. São as dimensionais dimensões, imensas mesas onde mestres misturam o certo; o errado; num grande carteado.

– um homem sempre passa por uma esquina e vê uma pilha de livros/revistas esquecidos. Um dia resolve pegar um, é a senha para um processo kafkiano, de opressão pelo sistema. um roubo-problema. um esquema facilitador da inversão da versão moral totalizante da satisfação errada.

Como se a própria grama da gramática come-come-começasse a crescer para trás, de cabeça para baixo.

É pela pele

É pela pele

que afloram meus defeitos

pus quer sair pela pele

perebas, pústulas, caspa

defeitos intermitentes

pare

palavras novas

trazem dores antigas

palavras livres

loucas vidas

vivas

veja

as

aqui

numa piscina de fracassomaníacos nado contente

fixados em distorcer, estão distorcendo

o tempo

desafiando em ritmo lento

as amarraduras do status-quo

doenças aproximam-se

instala o alcoolismo, a compulsividade,

a loquacidade frenética do nada dizer

a velhice contumaz

o destino do jovem sucesso alheio, a dúvida e a culpa

o nada, os objetivos e tudo o que nos rodeia

quantas palavras dissociadas de significado

fermentam como cerveja, carburam, transformam-se

compostagem cerebral

saindo fora do normal

é assim o genial?

quantos mais acontece, menos eu sei

vou (vamos) desdeusizando tudo quanto podemos

quem saca a mensagem já volta correndo

pelo caminho do mundo ao-contrário

dos tijolos roxos que voam

saltitamos pedra a pedra

em direção a uma nuvem gasosa

um buraco transdimensional etéreo

la é o fim

que bom que chegou a hora de morrer