As aventuras na Cidadela Oeste – Ouça e baixe

As Aventuras na Cidadela Oeste é o passeio onírico que os Homens do Pântano propõem a você. Uma viagem musical por um mundo apocaliptico situado em alguma dimensão entre o passado e o futuro. Camadas de guitarras setentistas, linhas de baixo com um pé no reggae, rap irônico e incisivo em cima de bases grooveadas temperadas com um cavaquinho psicodélico. Coloque no volume máximo e curta o som!

Essa é a capa do nosso disco, confira aqui

Duplicando o induplicável

Deus não foi bom

não deu nada para mim

Esse destino safado

só me deu coisa ruim

Sou o Velho Louco Surdo

E eu só sei reclamar

Eu sou um-sete-um

e eu vou meter um agá

Mas eu não vou te enganar

Nada pra mim faz sentido

Não vejo nada bem claro

Não sei se eu sou bandido

Fico pensando as vezes

Se essa melancolia

É porque eu saco o mundo

Ou é só mesmo euforia

Dessa droga poderosa

Que injetaram em mim

Que me causou a cegueira

Por isso que eu sou assim

Faço o estilo açougueiro

Vou cortando na carne

A morte eu vejo no sangue

E vai queimar na fogueira

Essa é minha gangue

A turma só da doideira

Dando um beijo na vida

Eu vejo o mundo da sorte

Esse destino safado

Que me pegou de consorte

O Absurdo mortal só por puro esporte

Velho Louco Surdo desafia a morte


Podcast Pantaneiro – acabou o mundo – videos Miami Bass fodas

não acreditamos em teoria da conspiração, nós mesmo conspiramos atrás das portas
o mistério do planeta é que o ser humano é ao mesmo tempo o mais imbecil e o mais inteligente animal
Homens Do Pantano no mais famoso podcast da cidade – o belíssimo Caipirinha Apreciation Society -CAS – We love it!

clique aqui para saber tudo e muito mais ouvindo o podcast CAS

http://cas.podomatic.com/entry/index/2011-08-17T23_39_00-07_00

E como o bagulho tá doido, se liga nessa seleção de Miami Bass muito pancrazy, feita pelos parceiros Hélio Costa Costa e Luciano Luti


Jam Pantanosa – geléia de lodo e lama

Falaram que um barulhinho bacana pode ser sacana. Curti essa parada mano. Guitarras de Jony Hiraquiano que correm loucas, bateras de Marquinho “pica pau maluco” e Dub monster bass bass no comando de Marcito. Negozul faz uma aparição relâmpago.

Isso não é necessariamente uma canção. Nem necessariamente será. Sabemos apenas que quando as coisas não caminham do jeito que imaginamos o objetivo passa automaticamente a ser tirar leite de pedra.

Foi assim que nasceram os pantanosos, é assim que continuaremos nossa trajetória. Nada pode deter os monstros da lama, as criaturas do charco, os seres do lodo. Tudo isso e muito mais você assiste só aqui na TV Pântano.

da bassman

Novos tempos pantanosos

Tandera e Marquinhos disputando as baquetas

No espetaculoso Sem Rame Studio, localizado no Anil em Jacarepaguá os Homens do Pântano voltaram a se reunir para mais elaborações, elocubrações, cobras e lagartos. Todos os répteis estavam presentes. Os ausentes estavam em alma. Muita calma nessa hora meu amigo. Um safado bandido.

Cheque-it-out esse vídeozinho safado que a galera fez também

subindo um´imagem pantanosa duma jam venenosa on Twitpic.

red label

Duendes, fadas e gnomos estiveram presentes. Assim como kinky girls, bêbados e muita cachaça. Além de tudo Sally, that girl, também veio fazer a alegria da galera. Cuidado com o Capeta, o capetalismo só é bom pra ele!

Sucesso


Comigo o arrego é um apelo que prego
Engulo e carrego
Seu apego ao meu ego
Sossego é um amor cego como um morcego
Sucesso é o pescoço mordido do moço
Um troço tão doce
Marcado a foice
No fosso da noite, o osso e o açoite

Debulhado há meses pelo rimador de plástico GrandmastaShakespear

Sonho bom

quando acordo catatônico

catando coisas pelo chão

preso num quarto sujo

escuridão

abro olhos entrelaçados

costurados com carniça

sempre esta mesma delícia

no reinado baudeleriano

me apresento todo ano

sou o bobo da corte brincando

sou o olho que vê o engano

o inverso o interno do seu corpo

já imaginou o tamanho do susto?

Será que encaras com gosto?

Sou malandro profundo desgosto

E eu trago só um balde de esgoto

Sempre anda comigo o desgosto

Que´ncosto

Crocodilagem tem limite…

… mas somos nós, que convivemos com a decomposição cultural aguda, que devemos retribuir ao mundo a angústia de ter que tomar café da manhã às 7 da matina. Os detalhes de uma avenida empoeirada, abastada de veículos, que por sua vez são manipulados por seres ansiosos, me trazem à luz das idéias de que a Idade das Trevas se aproxima. Puta que pariu. Esta expressão é demais. A puta que pariu nosso mundo está longe de ser a mãe natureza.

Os celulares canalizam, as antenas desmoralizam e nossas latrinas continuam manchadas, pois o ser humano, ô coisinha feia, é o bicho mais escroto (me desculpem os Titãs) que pisam na face da Terra. Pior que barata. Pode crer. A conclusão que chego é que os conflitos não passam de uma necessidade MAIOR de diversão. As guerras existem por diversão. Só pode ser.

Eu me divirto pacas explodindo cabeças de alemães no game Call Of Duty. Por que será? As minas ficam putas da vida quando são trocadas, mesmo por alguns minutos, por estes jogos. Presenciei a ira de uma no último fim de semana. E outro dia minha irmã me perguntou porque os homens gostam tanto de games. Eu disse que é onde fazemos, sem maiores trabalhos, o que nascemos para fazer: matar com prazer. Mas eu lembrei também que tive uma namorada que também se amarrava em jogos. Ela inclusive passou de uma fase para mim no Medal Of Honor. Mas o que eu dia dizendo?

Ah, sim. Vou ter que ir nessa. Minha chefe chamou me para um cafézinho.

Leandro Barfly

Lamento: On/Off

Marilene, lagartixa, quer ligar e desligar.

Notícias exasperam-se com a realidade

letras pulam

pululam sorrateiramente

saltam do papel

São tantos safados sem categoria

vilões de filmes-alegoria

verão velhas novidades gastas

documentos secretos numa pasta

o segredo da audiência da tv

e ter que ver a verdade que se lê

numa tela de cinema – lá vai ela

a mentira e a verdade

mutuamente amarradas

tem tumulto, altos brados, confusão

Uma sub-celebridade na televisão

Um troço escuso, um duro osso

Lá na porta da emetevê

Vários vídeos em plano americano

Filmam fatias sujas da política mesquinha

fatos e fotos embalam programas

Música, belas sinfonias e estranhas melodias

lançam modas fugidias – coloridas

customizadas com ardor, sem humor

É a cultura ou linha dura

É transcultura ou saracura?

Um game que clica, freneticamente pisca

É uma isca para epiléticos-masoquistas

Veêm o vento desvanecer-se

em pixels coloridos – em cores primárias

na teoria de Goethe não há lugar para o malgrado da saia-balonê

dos sans-cullotes televisivos, da maldita saruel

Ó  breve fútil cotidiano: pensamentos soltos numa cuia

avolumam-se em pilares – sustentáculos

que seguram tudo

torres vertiginosas que amansam a potência dos donos da verdade

É vida, é forma, é comportamente, é tudo isso e mais um pouco

moda, estilo, cultura, álbuns, dicas e artigos

no monitor do PC, ali na tela da TV

fiat lux

Share