Guerra das palavras internas

Guerra das palavras internas

Quando a poesia se desgrudou de mim

Um susto

Um grito

Nada sou

Quando sou menos do que a poesia

Fui embora

Depois que pensei

Sou Poe

Sou poeta

Sou pena

Apenas

Eu não sei se ela soltou de mim

OU se fui eu que fui à guerra.

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Todos dormem

O Pântano passou por um momento de esqualidez. Nenhuma idéia, poucos comentários, sem poesias loucas ou histórias fantásticas. Desta vez ignoro o ignóbil Indigo Diz e publico por vontade própria aqui uma letra de música que fala sobre a vontade de superar as barreiras invisíveis. Espero que gostem e deixem seus comentários.

Tandera, abrindo os portais do Pântano

Todos dormem

Todos dormem
Eu vareto a madrugada
Vô direto, papo reto na porrada
Só pensando
Sonhos em baixos teores
Planam leves como o pólen das flores

O real
Vice, onírico
E versa

Vejo um bando
Todos no tapete persa
Vão voando
E não ficam de conversa
Uma aposta
só promessa que interessa
A proposta:
só resposta que não presta
A pergunta:
O que resta desta festa?
Fruta podre
Não tem vez na minha cesta

Todos fogem
Eu encaro a enrascada
E não paro, atropelo a onda errada
Vô de frôn
Bota a cara, tô de frente
Pelas nuvens, vou quebrando a corrente

O Sonho

Aos pingos o que achavamos sólido se dilui
certezas escorrem por baixo da mesa
perguntas revolteiam num quicar insólito
e nunca o sonhado acontece.

O sonho – cada dia diferente
a vida – vazio vapor indiferente
conexão reiniciada
durante o carregamento da mágoa.

macaquices brasilianas

A coragem de recomeçar novamente
num circo infinito,
um ciclo bem cíclico.
A repetição do garoto-homem
duvidando da verdade da vida
dourado sonho no alto da montanha
um sábio barbudo me contou – era eu*
era deus que era eu
falou – Saia e conte essa novidade ao mundo
não existe salvação
não existe perdão
eu sou apenas um homem
um sábio barbudo
numa caverna imunda
que nada sei
pele
pelo
pulo…

No fundo do Rio, choro

© Elaine Hill 2009 http://www.elainehill.co.uk

Nada é sonho. Quando estamos debaixo d´água. Afogados na ilusão que o topo é a saída. De nada adianta nadar até a outra margem do rio.

Mesmo perspicazes, às vezes eu e meus companheiros apenas remamos contra a maré. Ao contrário do que diz o ditado: quando a água bate na bunda não necessariamente aprendemos a nadar.

Morremos afogados, com uma pedra amarrada a nossos pés. Direto para o fundo, para o fundo de um poço sem fundo.

Enquanto outros brilham como o sol acima da linha d´água, permanecemos inertes, deitados, respirando lama. Solertes, desmiolados, sonhando com a superfície. Supérfluos, pedras, cascalhos no assoalho do ribeirão.

Postado por Sombr-1-o